Os SUVs continuam dominando o mercado brasileiro. Dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) mostram que o segmento respondeu por 57,9% de todos os automóveis emplacados no acumulado do primeiro semestre de 2026, um crescimento expressivo em relação aos 53,3% registrados no mesmo período de 2025.

Na prática, isso significa que praticamente seis em cada 10 carros de passeio vendidos no Brasil já pertencem ao segmento SUV, consolidando uma preferência que vem se fortalecendo ano após ano.
Enquanto os SUVs ganham espaço, outras categorias continuam perdendo participação. Os hatches pequenos representam 25% das vendas no acumulado do ano, seguidos pelos modelos de entrada (5,9%), sedãs compactos (4,4%) e sedãs pequenos (3%).
No acumulado de janeiro a junho, a Volkswagen botou dois modelos nas primeiras posições. O T-Cross manteve a liderança com folga, enquanto o recém-lançado Tera apareceu como vice-líder do segmento.
Outro destaque é a Hyundai, que colocou o Creta no pódio, enquanto o BYD Song continou mostrando a força dos eletrificados ao aparecer na quarta colocação.
Entre as fabricantes, Volkswagen, Fiat, Jeep, Honda, Caoa Chery e Renault tiveram vários representantes entre os 30 primeiros, mostrando como a disputa pelo segmento mais importante do mercado brasileiro está cada vez mais acirrada.
Os SUVs já representam quase 58% dos automóveis vendidos no Brasil, mas esse avanço não pode ser explicado apenas pela preferência do consumidor. Nos últimos anos, o próprio segmento se diversificou e passou a atender públicos muito diferentes.
Se antes um SUV era visto como um veículo maior e mais caro, hoje existem opções para praticamente todos os bolsos e necessidades.
O mercado passou a oferecer os chamados SUVs de entrada, como Volkswagen Tera e Fiat Pulse, e também modelos compactos, como Hyundai Creta, Chevrolet Tracker e Honda HR-V. Acima deles aparecem os SUVs médios, caso de Jeep Compass e Toyota Corolla Cross, além de modelos maiores e voltados para famílias, como Jeep Commander e Toyota SW4.
Essa ampliação da oferta ajuda a explicar por que os SUVs concentram uma fatia cada vez maior das vendas. Na prática, consumidores que antes escolheriam um hatch ou um sedã hoje encontram um utilitário esportivo com preço e proposta semelhantes.
Fica até a dúvida sobre quem puxou essa transformação. O mercado criou novas categorias porque o brasileiro passou a preferir os SUVs, ou o consumidor começou a comprar mais SUVs porque as montadoras passaram a oferecer modelos para diferentes faixas de preço? Provavelmente, a resposta está um pouco nos dois movimentos.
Enquanto a demanda pelo segmento crescia, as fabricantes ampliaram rapidamente seus portfólios, criando novas subcategorias e posicionando SUVs em praticamente todas as faixas de preço. O resultado aparece nos números de emplacamentos: hoje, quase seis em cada 10 automóveis vendidos no país pertencem a esse segmento.
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