Versa entrega muito mais que antiga racionalidade

Modelo apresentado nesta quarta-feira (28) evoluiu e tem missão de mudar a imagem do sedã

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Guilherme Silva
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O Nissan Versa sempre foi um carro lembrado pela racionalidade, mas o desenho controverso ofuscava as suas qualidades. A nova geração chega importada do México com a missão de mudar a imagem do sedã compacto em nosso mercado ao apostar no visual totalmente renovado para também satisfazer o lado emocional do consumidor.

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Visual do novo Versa está alinhado à atual identidade da Nissan
Crédito: divulgação

Vale destacar que o modelo antigo continua sendo fabricado em Resende (RJ). Agora chamado de V-Drive, ele é uma opção mais em conta voltada a frotistas, motoristas de aplicativos e taxistas (os preços vão de R$ 58.990 a R$ 79.490).

Visualmente, o novo Versa está alinhado à atual identidade da Nissan. A dianteira, com faróis estreitos e grade em formato de “V”, remete ao Kicks. De perfil, o teto rebaixado proporciona uma silhueta de cupê e ainda cria um efeito de encurtamento da traseira, que agora traz lanternas horizontais.

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Faróis estreitos, assim como a grade em formato de "V", remete ao Kicks
Crédito: divulgação

No geral, o Versa está bem mais harmonioso esteticamente, chega a parecer uma versão menor do sedã médio Sentra.

Interior do Versa evoluiu

O interior também melhorou consideravelmente. A antiga cabine com elementos arredondados deu lugar a um ambiente mais agradável, tanto aos olhos quanto ao toque dos materiais de boa qualidade aplicados no acabamento.

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Faixa de couro atravessa o painel no Versa Exclusive e reforça o ar de sofisticação
Crédito: divulgação

No caso da versão topo de linha Exclusive (R$ R$ 92.990), a faixa de couro que atravessa todo o painel reforça o ar sofisticado (a peça pode ser bege ou preta - depende da combinação escolhida pelo cliente).

De resto, o quadro de instrumentos com tela digital de 7 polegadas, entre outros componentes internos, como o volante e a alavanca de câmbio, são os mesmos utilizados no Kicks.

E isso ajuda quem está familiarizado com o SUV a se acostumar rapidamente com o Versa, apesar de o posto do motorista ser mais baixo (como deve ser em um sedã). As regulagens de altura e profundidade do volante têm boa amplitude e facilitam a tarefa do motorista na hora de encontrar a posição ideal de dirigir após se acomodar no confortável banco com efeito de gravidade zero.

Conforto no banco traseiro

Os passageiros do banco traseiro viajam com mais conforto, uma vez que o vão para as pernas está ligeiramente maior graças aos dois centímetros extras na distância entre-eixos. O espaço lateral também foi melhorado com a adoção da carroceria quase 5 centímetros mais larga.

Nissan Versa
O novo Versa proporciona mais conforto no banco traseiro já que vão para as pernas está maior
Crédito: divulgação

Embora o teto esteja mais baixo por razões aerodinâmicas e de estilo, os ocupantes não correm o risco de raspar a cabeça devido à forração desenhada para otimizar o espaço. Os passageiros ainda podem recarregar seus celulares nas duas entradas USB localizadas entre os bancos dianteiros.

A central multimídia, com tela tátil de 7 polegadas, conta com mais uma entrada USB abaixo dos comandos do ar-condicionado digital. Na versão Exclusive, o equipamento é dotado de GPS nativo, que pode ser usado caso a navegação por aplicativos fique comprometida pela falta de sinal 4G.

Embora o nosso contato inicial com o novo Versa tenha sido em uma pista fechada no interior de São Paulo, foi possível perceber o quanto o sedã evoluiu no que diz respeito à qualidade de construção e nível de equipamentos.

O Versa ainda é um carro de tocada pacata e voltada ao conforto. As suspensões mantiveram o esquema McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira, mas receberam novas peças reforçadas e calibração mais firme para proporcionar um rodar mais assentado que o do modelo anterior.

Estabilidade e aderência

No circuito preparado pela Nissan, o sedã se mostrou um carro bastante estável em curvas e mudanças bruscas de trajetória para desviar de cones. A boa aderência dos pneus Continental (medidas 205/50 R17), que calçam as rodas de 17 polegadas, também contribuiu para o bom comportamento do conjunto.

Modelo é bastante confortável e agradável de se guiar
Crédito: divulgação

Confortável e bom de guiar, o Versa bem que merecia um motor com maior disposição para empurrar os seus 1.137 kg. Os 114 cv de potência e 15,1 kgf.m de torque do propulsor 1.6 flex aspirado são suficientes para o uso cotidiano, mas é notória a falta de força em acelerações mais fortes e retomadas se comparado aos motores turbinados de alguns concorrentes.

Nem mesmo o modo esportivo e o efeito de simulação de marchas a partir de 3.000 rpm são suficientes para amenizar esse desempenho “anestesiado”.

Segundo os dados de fábrica, o novo Versa acelera de 0 a 100 km/h em 10,7 segundos e atinge a velocidade máxima de 180 km/h.

As medições de consumo do Inmetro são de 11,7 km/l na cidade e 13,9 km/l na estrada com gasolina. Abastecido com etanol, o sedã automático faz 8 km/l em ciclo urbano e 10 km/l em percurso rodoviário.

Equipamentos de segurança

Em contrapartida, o Versa Exclusive traz um interessante pacote de equipamentos de segurança, com direito a sensor de ponto cego e frenagem autônoma de emergência. Os airbags frontais, laterais e de cortina, além dos controles de estabilidade e tração, são de série desde a versão de entrada.

Retrovisor da versão mais completa tem sistema de aquecimento para evaporar gotas de chuva
Crédito: divulgação

Em sua versão mais completa, o sedã ainda traz retrovisores com aquecimento para evaporar gotas de chuva, câmera com visão em 360º e detecção de objetos em movimento, alertas de colisão e tráfego cruzado e aviso contra o esquecimento de crianças e objetos no banco traseiro.

A renovação deixou o Versa um carro mais atraente e competitivo. Merece ser colocado entre as opções de compra só por disponibilizar seis airbags em todas as versões. O acabamento interno superior ao da concorrência e as assistências de condução da variante mais cara também são argumentos para considerá-lo em sua garagem.

O motor 1.6 aspirado destoa um pouco dessa evolução, mas ele dá conta do recado para quem não faz tanta questão do desempenho extra de um propulsor turbinado.

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