As trail pequenas sempre foram uma ótima opção de compra para quem busca uma moto econômica, com preço acessível e com um tanto a mais de versatilidade do que as city/street. Não é por acaso que esse é o terceiro segmento que mais vende no país, atrás apenas das urbanas e dos scooters/cubs.
Agora a briga esquentou um pouco mais. Com o recente lançamento da Shineray SHI 175, temos quatro principais modelos para disputar a preferência do consumidor: as Honda NXR 160 Bros e XRE 190, a Yamaha XTZ 150 Crosser, a Haojue NK 150 e a própria Shineray SHI 175.
Qual seria a melhor para você? Listamos abaixo, de forma bem objetiva, as principais características de cada uma, com alguns prós e contras, para ajudar o caro leitor a analisar as opções e escolher aquela que cabe melhor em seu bolso e em sua proposta de uso.

Motor: monocilíndrico, refrigerado a ar, injetado e flex. Tem 162 cm³, 14,7 cv de potência a 8.500 rpm e 1,6 kgf.m a 5.500 rpm (com etanol).
Principais especificações: freios a disco nas duas rodas com CBS, pneus 90/90 R19 na frente e 110/90 R17 atrás, peso de 122 quilos, tanque para 12 litros e vão livre de 24,7 cm.
Prós: painel digital, sanfonas nas bengalas, bagageiro, confiabilidade comprovada, é a trail mais vendida do país, fácil revenda, alto número de concessionárias e de peças paralelas.
Contras: é a trail pequena mais visada, tem seguro caro e não tem ABS no freio dianteiro.

Motor: monocilíndrico, refrigerado a ar, injetado e flex. Tem 184 cm³, 16,3 cv de potência a 8.500 rpm e 1,6 kgf.m a 6.000 rpm (com etanol).
Principais especificações: freios a disco nas duas rodas com ABS na dianteira, pneus 90/90 R19 na frente e 110/90 R17 atrás, tanque para 13,5 litros, peso de 127 quilos e vão livre de 24,1 cm.
Prós: é uma versão maior e mais sofisticada da Bros, por isso tem a mesma confiabilidade - porém com design mais moderno e bacana, e ABS no freio dianteiro. Relação custo/benefício atraente.
Contras: não tem sanfonas nas bengalas, é bastante visada, tem seguro caro e, como não é a mais barata da lista, não é a mais indicada para uso exclusivo no trabalho.

Motor: monocilíndrico, refrigerado a ar, injetado e flex. Tem 149 cm³, 12,4 cv de potência a 7.500 rpm e torque de 1,3 kgf.m a 6.000 rpm (com etanol).
Principais especificações: freios a disco nas duas rodas com ABS na dianteira, pneus 90/90 R19 na frente e 110/90 R17 atrás, tanque para 12 litros, peso de 134 quilos e vão livre de 23,5 cm.
Prós: confiável, painel digital, farol com projetor, bagageiro, sanfonas nas bengalas, menos visada que as Honda.
Contras: em relação às Honda, é mais cara e tem desempenho um pouco inferior. Além disso, o design do farol é polêmico.

Motor: monocilíndrico, refrigerado a ar e injetado. Só usa gasolina. Tem 149 cm³, 12 cv de potência a 8.000 rpm e 1,2 kgf.m de torque a 6.000 rpm.
Principais especificações: freios a disco com ABS na dianteira e a tambor na traseira, pneus 90/90 R19 na frente e 110/90 R17 atrás, peso de 139 quilos, tanque para 12 litros e vão livre de 24,4 cm.
Prós: ABS no freio dianteiro, bagageiro, sanfonas nas bengalas, painel digital e tomadinha USB no guidão.
Contras: número restrito de concessionários e de peças paralelas.

Motor: monocilíndrico, refrigerado a ar e carburado. Só usa gasolina. Tem 173 cm³, 14,2 cv de potência a 8.000 rpm e 1,4 kgf.m de torque a 6.500 rpm.
Principais especificações: freio dianteiro a disco e traseiro a tambor, CBS, pneus 100/90 R19 na frente e 110/90 R18 atrás, peso de 145 quilos, tanque para 15 litros e vão livre de 26 cm.
Prós: é a mais barata de todas, a única com partida elétrica e por pedal, tem farol dianteiro duplo, iluminação full-LED e sanfonas nas bengalas.
Contras: confiabilidade ainda não comprovada por ter sido recém-lançada, número restrito de concessionários e de peças paralelas, bagageiro sem acabamento emborrachado.