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Abeifa rechaça ideia da Anfavea: "sigam as regras"

Entidade que reúne importadoras que operam no mercado brasileiro pede previsibilidade e manutenção das "regras do jogo"

por André Deliberato

Você viu aqui no WM1, na noite desta quarta-feira, que a Anfavea fez duras críticas à BYD e ao navio com mais de 5,5 mil carros importados que a greentech chinesa trouxe ao país nas últimas semanas, alegando "desequilíbrio". A BYD respondeu no fim do dia e disse querer contribuir para a reconstrução do setor.
Nesta quinta (6/3), a Associação Brasileira de Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (Abeifa) emitiu seu parecer. A entidade, que reúne importadores oficiais (e que também fabricam no país, diga-se), solicitou apenas a "manutenção das regras do jogo".
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O que diz a Abeifa

"O comércio internacional do setor automobilístico exige previsibilidade", argumenta Marcelo Godoy, presidente da Abeifa - que também é CEO da Volvo no Brasil.
Confira, abaixo, o comunicado da entidade na íntegra:

"Diante do comunicado à imprensa brasileira, emitido ontem pela entidade que reúne as montadoras estabelecidas no país, o presidente da Abeifa - Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores -, Marcelo Godoy, manifestou sua contrariedade a quaisquer tentativas de aumento imediato do imposto de importação para híbridos e elétricos para 35%.

'Em 2023 foi acordado o faseamento do imposto para veículos importados eletrificados, por meio do qual em julho de 2026 a alíquota chegará a 35%, igualando-se ao porcentual de carros a combustão. Hoje, a incidência do imposto é de 18% (carros elétricos), 24% (híbridos plug-in) e 25% (híbridos). Em julho, as alíquotas vão subir, respectivamente, para 25%, 28% e 30%. Nossas associadas contam com essa previsibilidade, o que é muito salutar. É relevante ressaltar que é imprescindível respeitar os clientes, que têm o direito ao acesso e à escolha por tecnologias de ponta”, argumenta Godoy.

A entidade reforça o argumento de que políticas protecionistas não trazem benefícios ao Brasil, e ressalta que nos anos 1990, não fosse a abertura do mercado interno para veículos importados, o país não teria o parque industrial de hoje, com algumas dezenas de fabricantes.

'Medidas protecionistas ou barreiras alfandegárias artificiais são ineficazes. A médio e longo prazos, são prejudiciais a toda a cadeia automotiva. Em especial ao Brasil', enfatiza Godoy, para quem "a indústria local deveria se preocupar em aumentar suas exportações, ao agregar mais tecnologias e produtividade, no lugar de restringir importações, que contribuem para o desenvolvimento do país."

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