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Andamos com o Mercedes-Benz SLS AMG no autódromo de Interlagos

Modelo que revive a tradição das provas de Le Mans dos anos 1960 começa a ser vendido no Brasil por um valor de US$ 360 mil (US$ 440 mil a Racer)

por Rodrigo Samy

- A Mercedes-Benz convidou o WebMotors para rodar no Mercedes-Benz SLS AMG no autódromo de Interlagos, em São Paulo. Apesar da madrugada fria, estávamos ansiosos e prontos para escutar os primeiros ruídos do esportivo que revive a tradição do Mercedes-Benz 300 SL Gullwing Asa de Gaivota, em inglês. Equipado com um motor V8 de 571 cv, o automóvel é puro rock and roll. Com essa nova “impressão” automotiva, o WebMotors acumula mais um modelos em sua lista de bólidos mais potentes da humanidade: Audi R8, Chevrolet Camaro SS e Ferrari 599. São poucas as oportunidades, porém sempre bem aproveitas. A ideia é transmitir boas octanas, carregadas de muitas emoções para você.
O Mercedes-Benz SLS com o motor dormindo já chama a atenção por natureza. O carro tem 4,62 m de comprimento e apenas 1,26 m de altura. O charme da abertura das portas para cima daí o apelido Asa de Gaiova congela a todos que rodeiam o bólido. A Mercedes-Benz alerta: em caso de capotagens uma presilha-dobradiça “inteligente” desprende a porta automaticamente. Lógico que isso é uma das últimas coisas que imaginaríamos acontecer: “ver um Asa de Gaivota de cabeça para baixo”.
A abertura das portas é realmente um charme, um daqueles exclusivos e totalmente longe do estilo lambo door elaborado por algumas oficinas de preparação. O único defeito da porta é o modo de manuseá-la. Tanto é que o acesso ao banco precisa ser feito minuciosamente, assim como a saída. Vale a atenção para não bater a cabeça na porta.
Se o 300 SL oferecia olhos redondos, o SLS oferece um conjunto óptico moderno, losango, amparado por LEDs. A entrada de ar do radiador se assemelha ao original Asa de Gaivota, com direito ao uso do mesmo friso cromado.
Antes de dar a partida para rodar com o Mercedes-Benz SLS no autódromo que sedia o GP Brasil de Fórmula 1, abrimos o capô para espiar o V8 de 571 cv. Conforme o WebMotors já adiantou na matéria de lançamento do SLS, a identidade entre os dois modelos não está apenas nas portas de abertura exótica, mas também na veia esportiva e no nome. SLS foi uma versão do 300 SL criada em 1957 para competições. SL, aliás, significa Sport Leicht, ou Esportivo Leve. E ele era realmente um peso pluma, com 1.093 kg. No caso da versão moderna, a concessão a equipamentos de conforto e a necessidade de adotar sistemas de segurança elevou o peso do veículo para 1.620 kg. A proporção entre peso e potência, de todo modo, favorece o modelo atual. São 571 cv para 1.620 kg, ou 2,8 kg/cv, contra 215 cv para 1.093 kg do 300 SL, uma relação peso/potência de 5,1 kg/cv.
O arranque inicial
De acordo com a Mercedes-Benz, o SLS pode chegar à máxima de 320 km/h controlados eletronicamente e ir de 0 a 100 km/h em 3,8 s. A nossa volta começa a partir do boxe 6 de Interlagos, acompanhado pelo instrutor da AMG no banco do passageiro. Foram necessários 10 s na Reta Oposta para olhar o ponteiro do Mercedes-Benz SLS atingindo a marca de 200 km/h. Algo muito natural para o DNA do esportivo. Na mesma velocidade em que o ponteiro subiu, deu para notar como o freio, composto por discos de cerâmica perfurados versão Racer, precisou funcionar, afinal, adiante, estava a Curva do Sol.
Durante as duas voltas pode-se perceber que além de ser um modelo divertido, o SLS leva o motorista a possibilidade da utilização extrema de um traçado. Na primeira volta, o WebMotors se empolgou e escapou, bem de leve, na curva da Junção, logo após a do Mergulho. Apesar do leve deslize, o SLS mostra que tem garras e espaço para controlar as fraquezas dos humanóides braços duros. A sopa de letrinhas de segurança é bem vasta: <<"ESP ON", "ESP SPORT" e "ESP OFF">> ABS e ASR. Fora da curva todo o “santo ajuda”, tanto é que marcamos 240 km/h na reta principal do autódromo de Interlagos, detalhe, sem fazer feio desta vez no “S” do Senna.
Depois da primeira volta, a sua pilotagem e familiaridade com o SLS fica cada vez melhor, a ponto de você não querer largar o SLS por nada desse mundo. O test-drive foi tão rápido quanto o carro, um pouco mais de dez minutos. Algo suficiente para deixar qualquer um com água na boca para desafiar mais e mais as curvas.
Coração saindo pela boca
A primeira dica do instrutor da AMG é a do posicionamento no banco. A versão em que o WebMotors rodou é a Racer. Os itens do modelo que custa US$ 440 mil são freios de cerâmica, kit de carbono e banco concha. Com o corpo bem apoiado, o piloto consegue aproveitar melhor a sensação da força “G” unidade de aceleração que é aproximadamente igual à aceleração devida à gravidade na superfície da Terra.
Um detalhe da distribuição de peso do SLS está no sentido de que o V8 de 6,2 litros é montado atrás do eixo dianteiro, o que favorece a distribuição de peso, ideal para um carro de tração traseira: 47% dele está na frente e 53% atrás. Ou seja, mesmo que o SLS tente escapar, a correção é imediata.
A transmissão de sete marchas do SLS tem câmbio de dupla embreagem, e é colocada no eixo traseiro para oferecer maior equilíbrio e desempenho. No console central, no primeiro botão, próximo a alavanca de câmbio, é possível selecionar as características de condução: "C" Controlled Efficiency, "S" Sport, "S+" Sport plus ou "M" Manual.
Quer mais!
O Mercedes-Benz SLS AMG não é o carro mais potente da estrela alemã. Se você quiser algo mais potente procure pelos modelos SL, CL e S 65 AMG. Eles são equipados com motores V12, biturbo, de 612 cv e 1.000 Nm de torque.
Como estou finalizando a matéria do SLS com saudades, o WebMotors promete que trará para você mais coisas sobre o carro durante este mês. Ontem, na elaboração dessa reportagem, fizemos vídeos e outras imagens. Como aperitivo, vamos deixar uma ficha técnica completa. Logo abaixo, outras matérias relacionadas ao SLS que já pintaram no WebMotors.
FICHA TÉCNICA – Mercedes-Benz SLS AMG
MOTORQuatro tempos, V8, 4 válvulas por cilindro, 6.208 cm³, taxa de compressão 11.3 :
POTÊNCIA 571 cv gasolina a 6.800 rpm
TORQUE 650 Nm a 4.750 rpm
CÂMBIOAMG SPEEDSHIFT DCT de sete velocidades - Diferencial: 3.67 1- marcha: 3.40 2- marcha: 2.19 3- marcha: 1.63 4- marcha: 1.29 5- marcha: 1.03 6- marcha: 0.84 7- marcha: 0.72 Ré: -2.79
TRAÇÃO traseira
DIREÇÃOHidráulica progressiva/ 2,5 voltas
RODAS Dianteiras de 19” e traseiras em aro 20”
PNEUS Dianteiros 265/35 R19 e traseiros 295/30 R20
COMPRIMENTO 4,64 m
ALTURA 1,26 m
LARGURA 1,94 m
ENTREEIXOS 2,68 m
PORTA-MALAS176 l
PESO em ordem de marcha 1.620 kg
TANQUE85 l + 14 l de reserva
SUSPENSÃO Dianteira independente, do tipo duplo A na dianteira e traseira
FREIOS Discos ventilados e perfurados na dianteira e traseira
CORES -
PREÇOUS$ 360 mil e US$ 440 mil Racer

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