Três executivos - Herlander Zola, presidente da Stellantis para a América do Sul; Ariel Montenegro, presidente da Renault do Brasil e Evandro Maggio, presidente da Toyota do Brasil - colocaram em pauta os desafios à frente. Não serão poucos, a exemplo do que já ocorre na atualidade com 11 novas marcas no mercado, quase todas chinesas. Algumas já empenhadas em iniciar montagem local.
Zola ressaltou a necessidade de aumentar a competividade, sem deixar de lado a importância de localização de componentes. A China teve crescimento avassalador e estabeleceu grandes diferenças que marcas ocidentais precisam diminuir. Para o Brasil, em particular, ele apontou parcerias com as chinesas Leapmotor e possivelmente Dongfeng.
No caso da primeira marca, ressaltou a produção CKD dos modelos B10 e C10, em Goiana (PE). Ressalvou, entretanto, que a generalização de CKDs desequilibra a geração de empregos, tão importante para o País. Montenegro destacou o sucesso dos programas Mover e Carro Sustentável. Os avanços também dependem de velocidade nas decisões e escala de produção.
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Maggio frisou a relevância de ter menos dependência do que vem do exterior, aumentar o índice de localização de componentes e desenvolver a engenharia nacional. Dez anos atrás, carros de entrada tinham maior participação de mercado do que atualmente.
Hoje, acrescentou, há maior sofisticação e preços naturalmente mais altos. O Mover levou a marca a fazer o maior investimento de sua história, desde a inauguração da primeira fábrica há 64 anos.
No segundo dia do Anfavea Visions, o CEO da Volkswagen, Ciro Possobom, disse que, apesar das dificuldades, o Brasil produz veículos mais baratos do que os equivalentes no exterior. Contudo, é necessário fabricá-los de forma mais rápida para não ficar atrás da concorrência externa.
Eduardo Jurcevic, CEO da Webmotors, ressaltou que consumidor jovem hoje tem menos pressa. Antes, quando completava 18 anos, tratava de logo obter a CNH e comprar (ou ganhar) um carro.
Balanço final do evento na visão da Anfavea: "O Brasil reúne escala de mercado, capacidade industrial, engenharia, matriz energética limpa e experiência em múltiplas rotas tecnológicas. Todavia, precisa transformar esses atributos em decisões coordenadas, investimentos e políticas de longo prazo a fim de ocupar um lugar relevante na nova indústria da mobilidade".
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