Na semana passa, publicamos aqui que a Honda Pop completa 15 anos este ano e destacamos que o preço acessível ainda é um de seus grandes atrativos. Pois bem, aproveitamos o ensejo para manter o caro leitor atualizado em relação a um assunto de extrema importância: quais são as motos mais baratas do país. Veja abaixo nossa lista, confira qual que se encaixa no seu orçamento e comece a planejar sua compra.
Nunca é demais lembrar que, de moto ou de scooter, você sai de casa mais tarde, chega no trabalho mais cedo, não tem que esperar ônibus, metrô ou trem, não precisa se apertar no interior desses transportes coletivos e, dependendo de alguns fatores, a cada mês ainda gasta menos na sua mobilidade urbana diária do que se pagasse passagens diariamente. Nesta lista incluímos motos, cubs e motonetas, mas deixamos os scooters de fora (afinal de contas, scooter não é moto!).

Desde que a Haojue parou de vender a Nex 110, a Pop 110i passou a reinar absoluta na posição de moto/cub mais barata do país. O design pode ser polêmico, mas o baixo preço junto com a fama de robustez do motor de 109,1 cm³, 7,9 cv de potência a 7.250 rpm e 0,9 kgf.m de torque a 5.000 rpm a tornam páreo duro para qualquer outro modelo. Como não existe milagre, o freio dianteiro é a tambor e a partida, só a pedal.
A Worker é a segunda do ranking, mas sua concorrência é bem limitada, já que as atividades da marca são praticamente restritas à região Nordeste. Mas, vale a menção, já que, apesar dessa limitação, a Shineray tem vendido bem. A Worker foi lançada para ser a moto 125 mais barata do país e voltada para o trabalho. Por isso, é bem despojada e tem design de moto dos anos 80. O motor é inclinado à frente como os das cubs, e seus 123 cm³ rendem módicos 7,2 cv de potência a 7.500 rpm e torque de 0,9 kgf.m a 6.000 rpm.
A cub da Shineray tem motor com 123 cm³, que rende 6,0 cv de potência a 7.500 rpm e torque de 0,9 kgf.m a 5.500 rpm. Assim como a Worker, sua presença é mais restrita na região Nordeste - mas vende bem por lá.
A Biz, na versão básica, tem preço atraente, visual bacana e ainda acomoda um capacete sob o banco, que aliás é bem confortável. O motor de 109,1 cm³, aqui, rende 8,3 cv a 7.250 rpm e 0,8 kgf.m a 5.500 rpm. Também tem freio dianteiro a tambor, mas a partida é elétrica.
A versão básica da moto mais vendida do país há 45 anos ainda é a preferida do mercado. A CG mantém a fama de inquebrável e seu motor de 162,7 cm³ gera 14,9 cv a 8.000 rpm e 1,40 kgf.m a 7.000 rpm - mas não é flex e bebe somente com gasolina.
Design atraente, cores bonitas, painel digital, rodas de liga leve, freios com sistema combinado UBS são as vantagens da Factor 125, cujo motor flex rende até 11,1 cv a 7.500 rpm e 1,2 kgf.m a 6.000 rpm.
A versão 125 da Biz tem cores mais impressionantes - inclusive pinturas em duas cores - e motor mais forte, com 9,2 cv a 7.500 rpm e 1,04 kgf.m a 3.500 rpm. A partida é elétrica e o freio dianteiro, a disco.
Essa custom segue viva no mercado brasileiro justamente por manter um preço extremamente acessível - ainda mais por ser um modelo custom, com tanque peanut, guidom altinho e banco em degrau. Ou seja, foge da "receita" básica das motos urbanas baratas. O motor de 150 cm³ rende 12,8 cv a 7.000 rpm e torque de 1,3 kgf.m a 5.500 rpm.
A Yamaha Factor 150 é praticamente idêntica à irmã Factor 125, só que tem motor mais forte. Aqui são até 12,4 cv de potência a 7.500 rpm e 1,3 kgf.m a 5.500 rpm
A segunda versão da Honda CG a estar na lista das motos mais baratas do Brasil já traz rodas de liga leve, freio dianteiro a disco, pintura mais caprichada e motor flex, com 162 cm³, potência máxima de 15,1 cv a 8.000 rpm e torque de 1,54 kgf.m a 7.000 rpm (ambos com etanol).
A Chopper Road 150 foi lançada no Brasil em 2017 e custava em torno R$ 7.000. Hoje seu preço já quase dobrou, mas a moto continua a vender bem pela boa relação custo-benefício e pelo visual custom, que tem agradado até à turma que rala em duas rodas. O motor de 150 cm³ gera 11,2 cv de potência a 8.000 rpm e 1,16 kgf.m de torque a 6.000rpm.
Curiosamente esse modelo street da Haojue custa o mesmo que a custom Chopper Road. O visual é diferente, a proposta é tão urbana quanto a da outra e o motor, absolutamente o mesmo. Nada é por acaso...