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Audi Q3 traz novos motores e parte de R$ 127.190

À espera de nacionalização em 2016, SUV traz motor 1.4 e duas opções de propulsores 2.0

por Lukas Kenji

Segundo modelo mais popular da marca, o Audi Q3 também é o segundo SUV premium mais vendido do País (só perde para o Land Rover Evoque). Sua aceitação no Brasil é tamanha, que ele será fabricado no Paraná a partir de 2016. Enquanto a data não chega, a montadora a trata de difundir o acesso ao utilitário por meio do motor 1.4 turbo consagrado no Volkswagen Golf. O propulsor deve ser a preferência de 70% dos compradores do Q3 e equipa a versão de entrada do modelo (Attraction), tabelada em R$ 127.190.

Se no Golf o bloco entrega 140 cv, no Q3 uma nova calibração garantiu 10 cv a mais. Já o torque foi mantido em 25,5 kgf.m entregues entre 1.500 e 3.500 rpm. A força motriz presente em baixas faixas de rotação garantem desempenho estável mesmo o Q3 pesando 167 quilos a mais em relação ao Golf, que sobe na balança com 1.238 kg.

Vale ressaltar que a avaliação do modelo foi feita em trecho predominantemente rodoviário, cenário que não denota dificuldades ao câmbio automatizado de dupla embreagem e seis velocidades s-tronic. Mas, esqueça desempenho esportivo. O conjunto liderado pelo motor 1.4 não é vigoroso. Sua função é entregar força suficiente para manobras cotidianas. Se você deseja um SUV mais hostil, deverá pensar somente nas opções de motor 2.0.]

Há duas calibrações diferentes, mas sempre com turboalimentação e tração integral quattro. A alternativa de 180 cv (10 cv a mais em relação ao motor anterior) entrega ainda 32,6 quilos de torque, emanados entre 1.400 e 3.900 rotações. Tais números proporcionam ao utilitário capacidade de chegar aos 100 km/h em 7,6 segundos.

Já a configuração com calibração em 220 cv é mais ignorante. Faz com que o Q3 chegue aos 100 km/h em 6,4 segundos, além de velocidade máxima de 233 km/h. Nada mal para famílias que não dispensam emoção – para quem ficou curioso, o RS Q3 cumpre o 0 a 100 km/h em 5,2 segundos graças a um motor 2.5 de 310 cv.

A gama 2.0 só encontra sucesso, porém, graças ao trabalho elogiável da transmissão automatizada e dupla embreagem de sete velocidades. Ela gerencia com maestria em quais rotações o propulsor deve atuar. Atende sem pestanejar ao modo de condução escolhido pelo condutor no sistema Drive Select. São quatro comportamentos, do mais econômico ao mais feroz, que modificam também o comportamento da direção elétrica - a suspensão não muda.

 Em relação a versões e equipamentos, os motores estão distribuídos da seguinte forma:

1.4 Attraction – R$ 127.190 - ar-condicionado, seis airbags (frontais, laterais e de cortina), rodas de liga leve de 17 polegadas, faróis bixenônio com LED, sensor de chuva, faróis com acendimento automático, controle de estabilidade, sistema start/stop, volante multifuncional com paddle shifts, sensor de estacionamento (somente traseiro), auxiliar de partida em rampas, bancos revestidos em couro, além de central multimídia com tela de 5,8 polegadas;

1.4 Ambiente – R$ 144.190 - adiciona teto-solar panorâmico elétrico, ar-condicionado duas zonas, rodas de liga leve de aro 18”, banco do motorista com ajustes elétricos, controle de cruzeiro e tampa do porta-malas com acionamento elétrico e memória de altura;

2.0 (180 cv) Attraction – R$ 145.190 – traz os equipamentos da versão Attraction 1.4 e adiciona sistema de som com 10 alto-falantes, CD player e entradas SD, além de banco do motorista com ajustes elétricos;

2.0 (180 cv) Ambiente – 165.190 – traz Drive Select, sensor de estacionamento dianteiro, além de tecnologia Auto Hold, que, quando acionada, mantem o veículo parado sem a necessidade de pisar no freio;

2.0 (220 cv) Ambition – R$ 190.190 -  Agrega regulagem elétrica para o banco do passageiro e central multimpidia com tela de 7 polegadas com GPS.

A lista de opcionais oferece monitor de ponto-cego e chave presencial que, justas, saem por R$ 10.500. Outro mimo é o sistema de som da marca Bose, que custa R$ 7.500.

Aiás, é justamente a lista de equipamentos o maior ponto crítico do Q3. Itens como câmera de ré e park assis não são nem opcionais em um carro que tem preço inicial superior a R$ 120 mil.

Já o tapa no visual pode gerar polêmica. Por dentro, houve apenas implemento de detalhes cromados e black piano, mas por fora, a parte frontal pode causar estranhamento. O acabamento metálico que contorna a grade espalha-se até o novo conjunto ótico. Este, agora agrega também a função de farol de neblina. Se ficou mais usual, entretanto, perdeu a identidade. Isso porque o formato do LED ficou menor e pouco chamativo.

FUTURO

O gerente de marketing de produto da Audi do Brasil, Gerold Pillerkamp, desconversa, mas o Q3 nacional tera o motor 1.4 alinhado à tecnologia flex - ele será produzido na fábrica do Grupo Volkswagen, em São José dos Pinhais (PR), a partir de 2016. Afinal, quase três quartos do mix de vendas do modelo serão deste modelo de motor, que também servirá ao Golf nacional e ao A3 Sedan, modelo mais vendido da marca.

Mas, partindo para um futuro mais próximo, a Audi deve lançar entre setembro e outubro o Q7, maior utilitário da marca. O modelo foi o destaque do estande da fabricante no último Salão de Buenos Aires.


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