Você está cansado de saber que o Jeep surgiu na Segunda Guerra Mundial e contribuiu muito para a vitória dos Aliados no conflito. Mas você sabe qual foi o primeiro modelo do 4x4 a trocar a farda pelos trajes de civil? Esse papel coube ao CJ-2A, que recentemente completou 80 anos.
Antes mesmo do fim do Segunda Guerra - que se encerraria apenas em setembro de 1945, com a rendição japonesa -, a Willys-Overland, então dona da marca Jeep, começou a trabalhar numa adaptação do militar Willys MB para uso civil.

Depois de dois protótipos - o CJ-1 e o CJ-2 -, a empresa lançou no dia 17 de julho de 1945 esse CJ-2A, o primeiro produto da família CJ (Jeep Civil, em português).
Apesar de aproveitar a estrutura básica e o motor 2.2 de quatro cilindros do modelo militar, o CJ-2A tinha um novo câmbio de três marchas e algumas diferenças na carroceria, como faróis maiores e uma nova grade frontal, com os sete slots que se tornariam parte da identidade da marca.
O objetivo da Willys era oferecer esse CJ-2A como um carro rústico e bem acessível. Tanto que era bem simples. Itens como o assento traseiro, retrovisores e até limpadores de para-brisa automáticos (com funcionamento a vácuo) eram oferecidos como acessórios.
Além disso, o CJ-2A podia receber vários equipamentos voltados para o trabalho, como o guincho e a tomada de força para implementos agrícolas.
Esse CJ-2A ficou em produção até 1949 e teve cerca de 215 mil unidades produzidas. Deu lugar ao CJ-3A, que estreou com mudanças estéticas e mecânicas, e foi substituído em 1953 pelo CJ-3B, o primeiro equipado com o motor da família Hurricane.
O CJ-3B, aliás, foi o primeiro Jeep feito no Brasil, em 1954. Por aqui, tivemos ainda a fabricação local dos modelos CJ-5 e CJ-6. Estes modelos foram produzidos inicialmente pela Willys-Overland e, a partir de 1967, pela Ford.
O último desses Jeep CJ brasileiros saiu da linha de montagem em 1982. E a marca só foi voltar a ter uma fábrica no Brasil em 2015, com o lançamento do Renegade - a unidade fica em Goiana, Pernambuco.