O avanço dos carros elétricos e híbridos ressalta a necessidade de buscar soluções para o reaproveitamento da bateria que alimenta os motores de automóveis usados em testes ou acidentados. Em parceria com a Audi, a startup indiano-alemã Nunam quer dar uma segunda vida ao componente, usando-o para a produção de um novo riquixá elétrico. Originalmente chamado de "rickshaw" e também conhecido como "tuc-tuc", esse exótico veículo que mistura moto e carro é muito popular na Índia.

Já o riquixá elétrico desenvolvido pela startup usa uma bateria feita com módulos retirados de Audi e-tron de testes sucateados pelo fabricante. Do tipo íon de lítio, esses módulos garantem que a bateria do riquixá da Nunam tenha uma vida útil muito mais longa e entregue um desempenho superior. Só para se ter uma ideia, a garantia de fábrica para a bateria do e-tron é de oito anos.
A startup pretende iniciar o uso desse riquixá com bateria da Audi em 2023 em um programa de testes, onde a ideia é que as unidades do modelo sejam usadas por mulheres indianas carentes e recarregados com energia limpa obtida com o uso de placas solares.
Com construção modular, as baterias de boa parte dos carros elétricos atualmente no mercado pode ganhar outros usos depois de encerrado o primeiro ciclo da sua vida útil. Enquanto os módulos ruins são reciclados, os bons podem ser reutilizados para a produção de baterias recondicionadas ou para movimentar outros veículos, menores e mais leves, como os riquixás. Mesmo depois de encerrada esta segunda vida, a bateria ainda pode ganhar uma terceira aplicação - como unidade de acumulação de energia de uso doméstico.