O modelo está previsto para entrar em fase de testes e demonstrações a partir do final deste ano. A estratégia de produção das células de combustível de hidrogênio pela BMW é uma opção para o futuro dos carros "não poluentes".
Atualmente, só dois modelos movidos a hidrogênio estão disponíveis no mercado mundial. O Toyota Mirai, que tem autonomia para rodar até 500 quilômetros, é um deles. O outro é o Hyundai Nexo, que roda por até 600 quilômetros.
Os dois são vendidos em mercados da Europa e também nos Estados Unidos, mas ainda são considerados produtos bem restritos. A infraestrutura de abastecimento, mesmo nesses países, é um dos problemas - o número de postos que oferecem o combustível é bem pequeno.
O preço elevado da tecnologia é outro obstáculo. Nos Estados Unidos, por exemplo, um Mirai custa US$ 49 mil (cerca de R$ 256 mil, em conversão direta). É o dobro do valor cobrado por um Corolla Hybrid. O mesmo acontece com o SUV da Hyundai, o Nexo, que custa US$ 59 mil (R$ 308 mil, em conversão), enquanto um Kona sai por US$ 34 mil.
A Honda também tinha uma alternativa nessa lista, o sedã Clarity. Mas o modelo da marca japonesa deixou de ser fabricado em junho do ano passado.
Diferenças para os elétricos
Em geral, os carros movidos a células de hidrogênio são bem parecidos com os elétricos. Os motores são iguais e também há uma bateria que armazena energia. A diferença está na forma como essa energia é recarregada.No caso dos carros elétricos, essa fonte é a energia que chega pela rede de abastecimento. Já nos carros a hidrogênio, a célula de combustível é que produz a energia para o conjunto de baterias.
Diferentemente dos carros elétricos, que precisam de baterias maiores para ampliar sua autonomia, os modelos movidos a hidrogênio dependem menos desses componentes. Isso acontece porque a célula de combustível está sempre em recarga, o que reduz a necessidade de armazenamento e, por isso, as baterias tendem a ser menores.
Como funcionam?
Dentro do tanque, a célula de hidrogênio reage com oxigênio, produzindo energia elétrica, calor e água. A energia é armazenada e o veículo produz vapor de água, que é eliminado pelo escapamento.A recarga rápida do tanque de hidrogênio, que leva até 5 minutos, é outro ponto positivo do sistema. Principalmente se compararmos com o tempo de carga necessário para os elétricos convencionais. Em tomadas convencionais, a recarga completa dos elétricos pode superar, muitas vezes, as 12 horas.
Na prática, os carros a hidrogênio poderiam solucionar a questão da autonomia das baterias dos carros elétricos, mas sua aplicação em modelos de passeio ainda está longe de ser "popular".
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