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BMW lança linha 2023 da naked R 1250 R

Ainda não é uma nova geração, mas a moto ganhou visual modernizado e alguns aprimoramentos importantes

por Roberto Dutra

A BMW R 1250 R acaba de ganhar uma atualização bem profunda. A moto naked/roadster mantém o motor de 1.250 m³ que já usava antes, mas ganhou um visual bem modernizado e vários aprimoramentos importantes.

O que mudou na BMW R 1250 R

O design passou a ter uma pegada diferente, mas a essência de "moto com cara de moto" continua lá. O novo farol tem contornos mais retos do que antes, é dividido em duas partes por uma faixa central horizontal, tem luz de rodagem diurna (DRL) e fica apoiado em uma carcaça pintada na cor da moto.

Acima dele vem uma peça um pouco estranha que, no fim das contas, é o suporte do painel de instrumentos. Abriga, em cada lado, os novos piscas - que são diminutos tanto na frente quanto atrás. A iluminação da moto agora é full-LED.
Os piscas, aliás, são adaptativos. Explicamos: dependendo do ângulo em que a moto foi inclinada em uma curva - acima de sete graus e de 10 km/h -, acionam luzes de LED adicionais localizadas junto ao farol principal, mas que têm seus próprios refletores.
Para completar a aparência rejuvenescida, a R 1250 R também ganhou novas rodas de liga leve. São simpáticas, mas nada revolucionárias.

Motor é velho conhecido

O motor é o boxer de exatos 1.254 cm³ que já conhecemos de outros modelos - da super touring R/T à big trail R/GS. Rende 136 cv de potência a 7.250 rpm e 14,3 kgf.m de torque a 6.250 rpm. Como tem comando de válvulas variável, entrega essa força com elasticidade e em todas as faixas de giros.

As novidades mecânicas começam com a chegada de um controle de tração mais afinado e de um modo de pilotagem a mais - o "Eco", que como revela o próprio nome visa uma condução com baixo consumo de combustível.
Opcionalmente a moto poderá ter, também, dois modos de pilotagem "Pro", customizáveis, e ajuste eletrônico da entrega de torque do motor. Neste modo, o piloto é instigado a conduzir a moto de forma que tenha a maior autonomia possível, com trocas de marchas em giros baixos ou médios e limitação moderada na entrega do torque.

Também são itens opcionais uma capa para banco do garupa, que simula assento monoposto, e o aquecimento das manoplas e dos bancos do piloto e do passageiro. Aliás, agora são cinco ajustes de temperatura, contra dois de antes.
Já os freios Brembo com sistema antitravamento ABS e controle eletrônico de pressão são itens de série. Ambos funcionam em sintonia com o modo de pilotagem escolhido, com maior ou menor interferência.

A seleção é feita no bonito painel de TFT colorido, no qual o piloto também escolhe entre vários modos de exeibição. Nesta linha 2023 da moto, há um novo - o Sport Screen Score -, que mostra em tempo real informações dinâmicas como ângulo de inclinação e o status de funcionamento e interferência de recursos eletrônicos, como ABS e controle de tração.
A moto também passa a ter de série a função chamada de emergência no painel e uma tomadinha USB discretamente posicionada na lateral esquerda, logo acima do cilindro do motor boxer. Um lugar meio estranho para isso, aliás.

Por enquanto, só lá fora

Inicialmente a moto será vendida com as opções de pintura Triple Black, que junta três tons de preto, e Sport, co a tradicional combinação das core branca, vermelha e azul. Os preços por lá ainda não foram revelados.
Aqui no Brasil não devemos esperar a R 1250 R tão cedo. A versão anterior até já foi vendida por aqui, ainda com motor de 1.200 m³, mas já não aparece no site da BMW há muito tempo. A única roadster da marca à venda no país é a pequena G 310 R.

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