Frank Weber, chefe de desenvolvimento da marca alemã, explicou em entrevista ao site Automotive News Europe que a transição para os elétricos não acontecerá imediatamente por causa de questões que precisam ser resolvidas.
“Para a mobilidade elétrica, a questão não é quando os motores a combustão interna serão descontinuados. A questão é: quando o sistema estará pronto para absorver todos os veículos movidos a bateria? Isso envolve estruturas de recarga e energia renovável. As pessoas estão prontas? A estrutura de recarga está pronta?”, questionou Weber.
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De acordo com o executivo, ainda há questões envolvendo os funcionários que trabalham no desenvolvimento de motores a combustão. Embora as montadoras já façam a transição desses profissionais para os carros elétricos, o processo demanda um complexo processo de adaptação e treinamento.
“Existe também o fato de que tenho pessoas trabalhando para mim nos motores a combustão e estou mudando elas para trabalhar nos elétricos. Não faz sentido fazer uma transição do dia para a noite. Tenho que ter certeza que essa transição funcionará perfeitamente – por questões sociais e econômicas”, salientou Weber.
Com a implementação das normas de emissões Euro 7, o executivo enxerga que o investimento em veículos a combustão está perto do fim, ao menos na Europa. Os recursos destinados para atender as novas regras garantirão os motores movidos a gasolina e a diesel até o final desta década. No entanto, o executivo diz que, por ora, é um tanto prematuro falar a respeito do fim dos motores a combustão.
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