A meta da BYD para 2026 já está definida: chegar a 250 mil carros vendidos. Em entrevista exclusiva ao WM1, o diretor comercial da marca chinesa de carros híbridos e elétricos, Fabio Lage, afirmou que o foco é pelo menos dobrar o que foi feito em 2025.
Para isso, a BYD vai se apoiar em três pilares simples, mas eficientes: acelerar as vendas atuais, trazer novos produtos e expandir a rede de concessionárias.
"Para este ano de 2026, temos a intenção de dobrar as coisas (vendas). Fechamos 2025 com 120 mil carros faturados, sendo 112 mil emplacados. Então, dessas 120 mil que a gente faturou, para este ano a gente quer dobrar esse volume", cravou Lage. "Se eu já estou em um ritmo de 120 mil unidades com o line-up de produtos atual, com novos lançamentos é factível chegar a 250 mil", completou ele.
Em 2025, a BYD foi a 8ª marca que mais vendeu carros no Brasil, com 112.814 emplacamentos, de acordo com dados oficiais da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) divulgados na última terça-feira (13). A líder foi a Fiat, com 533.710 novos licenciamentos.
Veja as 10 marcas que mais venderam carros no Brasil em 2025:
O executivo não cravou nenhum dos novos modelos que serão lançados pela marca este ano. No entanto, diante do ritmo acelerado da BYD desde sua chegada ao Brasil, podemos esperar veículos competitivos em uma faixa de preço abaixo de R$ 200 mil.
Lage revelou que dois novos produtos deverão chegar para dar volume às vendas. "Temos dois produtos interessantes, segmentos de volume, que vão completar o nosso line-up. Também queremos manter essa estratégia do small business (vendas diretas para pequenas empresas e clientes PcD - Pessoas com Deficiência) de versões dedicadas. Acreditamos que esses dois produtos vão conseguir abocanhar uma fatia importante do mercado", disse o diretor, sem revelar os nomes.
Segundo o executivo, a BYD já está forte com sete produtos acima de R$ 200 mil, onde está, segundo ele, 20% do mercado. Boa parte está abaixo deste valor, e é exatamente nessa faixa que a marca atuará.
Hoje, o Dolphin Mini é o carro mais barato da BYD, com preço na faixa dos R$ 120 mil. Além da estratégia de descontos de small business, desenhada pela marca em outubro do ano passado, que faz com que o hatch subcompacto 100% elétrico consiga ficar abaixo dos R$ 100 mil para um perfil específico de clientes, Lage entende que um trabalho exaltando o custo de propriedade mais baixo de um carro elétrico é fundamental.
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Outro ponto muito importante para chegar a este número de 250 mil unidades vendidas é a expansão da rede de lojas. Caso alcance esse volume em 2026, a marca ficará na 4ª posição entre as maiores do Brasil, logo à frente da Hyundai e pouco mais de 25 mil unidades atrás da Chevrolet, a terceira colocada.
Durante a entrevista, Lage cravou que a BYD passará de 200 para 300 concessionárias em 2026, com a inauguração de uma loja a cada três dias. "Em 2026, vamos abrir mais 100 concessionárias. Vamos inaugurar uma loja a cada três dias e devemos terminar o ano com 300 pontos de vendas", disse Lage. "Isso cobre, praticamente, 97% do território nacional", completou.
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