Os números de consumo oficiais do BYD Atto 2 - o primeiro SUV compacto flex híbrido plug-in do mercado brasileiro - já aparecem na tabela do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), do Inmetro.
Na abertura da pré-venda do modelo no Brasil, em junho, a marca chinesa divulgou os dados do ciclo europeu de medição (NEDC) para o Atto 2. Agora, chegou a hora de conhecer os resultados medidos dentro do padrão brasileiro, que entrega resultados menos otimistas que as medições feitas no exterior.
Um exemplo é a autonomia no modo 100% elétrico. Na ficha técnica divulgada na apresentação oficial do modelo, a versão GL aparecia com alcance de 45 quilômetros, e para a topo de linha GS foi divulgada uma autonomia de 110 quilômetros.
Resultados mais otimistas que os da medição oficial feita pelo Inmetro. Na tabela do PBEV, os alcances elétricos do Atto 2 são de 33 quilômetros e 75 quilômetros para as versões GL e GS, respectivamente.
Lembrando que a versão GL é equipada com um conjunto motriz com 177 cv de potência combinada - um motor 1.5 aspirado e um motor elétrico - e bateria de 7,85 kWh, enquanto o GS tem uma variação de 197 cv do mesmo conjunto e uma bateria maior, de 18,03 kWh.
Tanto os testes feitos no padrão NEDC quanto no PBEV são feitos em laboratório e levam em consideração a padronização de combustível e do ciclo de rodagem. Isso para, justamente, permitir uma comparação uniforme entre diferentes modelos de automóveis e a possibilidade de repetição dos testes.
Mas a coisa é um pouco diferente no mundo real, com o impacto das variações de combustível, tráfego e carga do veículo. A minha experiência testando carros aqui no WM1 mostra que os resultados do PBEV levam em consideração sempre o pior cenário possível para a eficiência do veículo.
Ou seja: na média, o resultado real é algo entre o número oficial do PBEV e aqueles obtidos no ciclo NEDC.
A tabela do PBEV revela também os dados de consumo do BYD Atto 2 no modo híbrido. Confira abaixo:
Significam que tanto a versão GL quanto a GS do BYD Atto 2, rodando no modo híbrido, têm um consumo de combustível bem parecido com o do irmão maior BYD Song Pro GL flex, mas ficam atrás do concorrente direto Toyota Yaris Cross.
O SUV híbrido autocarregável da Toyota registra médias de consumo urbano de 13,2 km/l (etanol) e 17,9 km/l (gasolina), e rodoviário de 10,7 km/l (etanol) e 15,3 km/l (gasolina).
Por outro lado, o Toyota tem conjunto motriz menos potente - 111 cv - e não tem a opção do modo 100% elétrico, já que o modelo não pode ter a bateria motriz carregada em uma fonte de energia externa.
O BYD Atto 2 já aparece no configurador da marca, por R$ 166.660 (GL) e R$ 169.990 (GS).
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