Na China, o maior segredeiro é o próprio governo. O Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação do país asiático revelou - antes do lançamento - as imagens e primeiras informações técnicas da segunda geração do BYD Seagull. Modelo que, por aqui, é vendido com o nome de Dolphin Mini.
E uma coisa que chama a atenção nessa nova geração é que esse hatch deixou de ser um subcompacto para se transformar em um compacto.

Agora com 4,20 metros de comprimento - nada menos que 42 cm mais longo que o carro atual -, esse novo Dolphin Mini se aproxima em porte do Geely EX2 - é pouca coisa mais longo e tem o mesmo entre-eixos de 2,65 metros -, mas ainda ocupa um espaço na vaga de estacionamento menor que o ocupado por um Dolphin SE, que tem 4,28 metros de comprimento e entre-eixos de 2,70 metros.
E apesar de ter crescido para todos os lados, o mais curioso é que esse novo Dolphin Mini é muito parecido com o antecessor. As diferenças mais marcantes estão no entre-eixos bem mais longo e na traseira da carroceria. Mudanças que deixaram essa nova geração com uma cara mais convencional que a do subbcompacto atual.

A ficha técnica divulgada pelo governo chinês revela ainda outras diferenças entre o novo e o antigo Dolphin Mini. No lugar do conjunto motriz de 75 cv de potência, o hatch agora será equipado com um motor de 129 cv de potência.
Mesmo com o aumento de tamanho, o novo hatch tem quase o mesmo peso do carro atual: 1.630 quilos na configuração mais completa. Característica que, somada à cavalaria extra, contribui para que o Dolphin Mini de segunda geração seja até mais veloz que o atual. A velocidade máxima é de 150 km/h, ante os 130 km/h do Dolphin Mini atualmente nas lojas.
Ainda não se sabe se esse Dolphin Mini alongado irá substituir o carro de primeira geração. Modelo que, aliás, ainda é um projeto bem recente, tendo sido lançado na China em 2023.
E se as coisas não estão muito claras por lá, imagina por aqui. O Dolphin Mini é, atualmente, o elétrico mais vendido do mercado brasileiro, com mais de 35 mil emplacamentos no primeiro semestre de 2026. Esse volume faz com que o BYD seja atualmente o líder isolado entre os automóveis a bateria - e líder de vendas entre os carros de passeio, no varejo.
Combinado a isso, a BYD já deu vários sinais de que pretende descolar a sua gama internacional da gama chinesa, criando novos produtos - ou mantendo em linha produtos mais antigos - especificamente para atender aos mercados de exportação. Um exemplo disso é o híbrido Dolphin G, pensado para a Europa e o Brasil.
Ou seja: pode ser que esse Dolphin Mini compacto nunca chegue por aqui. Ou demore um pouco para chegar.
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