O mercado de carros elétricos no Brasil é dominado por uma marca: BYD. De acordo com dados oficiais divulgados nesta terça-feira (13) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), a marca de origem chinesa abocanhou impressionantes 71,9% do mercado de automóveis de passeio 100% elétricos.
A BYD, nos 12 meses do ano passado, acumulou 57.089 veículos elétricos emplacados. A Volvo, segunda colocada, teve apenas 5.168 emplacamentos no mesmo período, o que representa 6,50% do mercado.
Completando o pódio, na terceira colocação, ficou a Geely, com 3.370 carros elétricos novos emplacados, ou 4,25% de todos os automóveis de passeio com esse sistema de propulsão comercializados.
Veja as 10 marcas que mais venderam carros elétricos no Brasil em 2025:
O domínio da BYD no mercado de carros 100% elétricos se deve muito ao excelente desempenho do Dolphin Mini. O subcompacto somou 32.459 unidades licenciadas no ano passado, sendo pelo segundo ano consecutivo o veículo mais vendido do Brasil com esse sistema de propulsão.
Quem também foi fundamental para o sucesso da fabricante asiática foi o Dolphin. O irmão maior do Dolphin Mini cravou 15.216 emplacamentos, sendo o segundo mais vendido no ranking. Yuan Plus e Yuan Pro ajudaram, mas de maneira mais discreta, com 6.019 veículos licenciados.
Os carros elétricos são uma realidade nas ruas brasileiras. Com modelos na mesma faixa de preço de compactos a combustão, os automóveis a bateria deixaram - há tempos - de ser um veículo de nicho.
Por isso mesmo a equipe do WM1 reuniu as 10 respostas definitivas para você decidir se 2026 é o ano de abandonar o posto de gasolina e abraçar a mobilidade elétrica.
1. Quanto custa o carro elétrico mais barato no Brasil hoje?
No início de janeiro de 2026, o Renault Kwid E-Tech é o carro elétrico mais barato do Brasil: parte de R$ 99.990. O modelo da marca francesa é seguido pelo BYD Dolphin Mini (R$ 118.990) e o pelo Geely EX2 (R$ 119.990).
2. Qual é a autonomia real de um elétrico em 2026?
Carros elétricos premium já ultrapassam a marca dos 500 quilômetros de alcance no ciclo Inmetro. Mas mesmo modelos de entrada entregam boas autonomias, que chegam perto dos 300 quilômetros. É o caso do BYD Dolphin Mini e do Geely EX2.
Vídeo relacionado
3. Onde eu carrego o carro se morar em prédio?
Em condomínios novos, já existe uma tendência de instalação de infraestrutura para recarga. Já nos edifícios antigos, a coisa muda de figura e a resposta varia muito de local para local. No pior dos casos, a opção será depender dos carregadores em shoppings e dos eletropostos. O que está longe de ser o ideal, mas pelo menos essa rede "publica" de recarga está em crescimento acelerado nos últimos anos.
4. O IPVA de carro elétrico é isento em todos os estados?
Não. Mas alguns estados - como Rio Grande do Sul, MInas Gerais, Maranhão, Pernambuco e também no Distrito Federal - já oferecem isenção total de IPVA para carros elétricos. Vale checar antes qual é a regra mais atual junto ao Detran do seu estado.
5. Carregar na tomada de casa gasta muita luz?
Gasta, mas esse gasto extra é compensado pela economia brutal em relação a um automóvel a combustão. Rodar 100 quilômetros em um carro elétrico custa, em média, R$ 13,50 (carregando em casa), contra cerca de R$ 46 em um carro a gasolina.
Veja também
6. É seguro carregar o carro elétrico na chuva?
É 100% seguro. Os sistemas de recarga possuem protocolos de comunicação: a energia só flui quando o plugue está totalmente travado e o sistema está isolado. Se cair um raio no carro, a carroceria faz o papel de "gaiola de Faraday", levando a descarga para o solo sem atingir os ocupantes ou a bateria.
7. A bateria vicia ou precisa ser trocada em poucos anos?
Mito. As baterias mais modernas usam gestão térmica avançada. Estudos mostram que, após cinco anos de uso, a perda de capacidade é de apenas 2% a 3% ao ano. A maioria das marcas oferece entre oito e 10 anos de garantia para este componente.
8. Manutenção de elétrico é realmente 30% mais barata?
Sim, ou até mais. Elétricos não têm óleo, filtros de combustível, velas, correia dentada, embreagem ou escapamento. A revisão básica resume-se a filtros de cabine, fluido de freio e verificação de pneus e suspensão. Sem contar que, em boa parte dos modelos, os intervalos entre as revisões obrigatórias são maiores que os de um automóvel convencional.
9. O que acontece se a bateria acabar no meio do caminho?
O carro avisa com antecedência e entra em "modo tartaruga" para economizar o último fôlego. Se zerar, o procedimento é o mesmo de um carro comum: guincho. Importante: elétricos devem ser transportados em plataforma, nunca rebocados, para não danificar os motores.
10. Carro elétrico vale a pena no Brasil?
Sim. Para quem roda muito ou usa o carro no trabalho, a relação custo-benefício é melhor que a de um automóvel equivalente a combustão, por fatores como os preços de energia mais baixos e a manutenção reduzida.
Veja também