A BYD acaba de revelar, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, um protótipo da Mako, sua nova picape intermediária desenvolvida para o mercado brasileiro. O modelo tem porte semelhante ao de uma Fiat Toro e antecipa uma das principais novidades da marca para o país, prevista para ainda este ano.
Mas fique atento: como se trata de um protótipo, algumas soluções apresentadas ainda podem sofrer alterações até a chegada da versão de produção. Isso vale principalmente para o interior, que pode receber mudanças em acabamento, equipamentos, comandos e até no desenho de alguns elementos antes do início das vendas.
Como é a BYD Mako
Por fora, porém, a identidade da BYD Mako já está bastante clara. A dianteira exibe forte inspiração no BYD Song, enquanto a traseira remete diretamente à Shark, embora em proporções menores. A picape tem desenho mais urbano e menos agressivo que o da irmã maior, justamente para atuar em uma categoria abaixo.
Segundo fontes ouvidas pelo WM1, a ideia é peitar justamente a Fiat Toro onde ela mais faz sucesso: na "região" de preços da Volcano, a mais versátil das versões da picape do Grupo Stellantis. De acordo com nossos informantes, a Mako terá muita tecnologia e, por isso, será difícil chegar perto dos valores da Fiat Strada. Esperte, portanto, preços próximos aos das etiquetas do Song Pro: entre R$ 175 mil e R$ 200 mil.Em tamanho, a Mako está na categoria da Fiat Toro. A proposta é ter volume no segmento de picapes intermediárias do tipo monobloco, com dimensões que permitem conciliar o uso urbano com capacidade para transportar carga. Vale notar que a carroceria segue uma receita diferente da adotada por picapes médias como Toyota Hilux e Chevrolet S10.
Qual o motor da BYD Mako?
O conjunto mecânico ainda não foi detalhado oficialmente, mas a expectativa é de que a BYD Mako use configuração semelhante à do Song Pro, com sistema híbrido plug-in (PHEV). A tecnologia combina motor a combustão e elétrico e bateria que pode ser recarregada externamente. São 219 cv de potência, 30,6 kgfm de torque e mais de 1.100 quilômetros de autonomia.
No caso do Song Pro, o sistema híbrido agora é flex e permite usar etanol ou gasolina no motor a combustão, além da energia armazenada na bateria. A tendência é que a Mako siga essa receita, o que faria da picape uma das primeiras opções híbridas plug-in flex do segmento no Brasil.
Essa solução também ajudaria a explicar a escolha da Mako para "nascer" no mercado brasileiro: em vez de apostar em um conjunto só elétrico, como acontece com alguns modelos da BYD, a picape promete combinar a infraestrutura limpa do etanol no mercado brasileiro, já existente, com a possibilidade de rodar em modo elétrico em algumas situações.
Isso fica ainda mais evidente quando lembramos que a picape representa um projeto estratégico para a BYD no país. É que a empresa pretende fazer o modelo na fábrica de Camaçari (BA) para reforçar a importância do Brasil dentro da estratégia global da marca.
A Mako terá como principais referências no mercado modelos como Fiat Toro, Ford Maverick e Ram Rampage. Por isso a BYD deverá apostar no sistema híbrido flex - justamente para se diferenciar em uma categoria dominada por motores a combustão, ainda que Maverick tenha conjunto híbrido e a Toro, híbrido leve (MHEV).
Ainda faltam informações oficiais importantes, como potência, capacidade da bateria, autonomia elétrica, dimensões definitivas, versões, equipamentos e preço. A expectativa é que a Mako seja lançada comercialmente no Brasil ainda em 2026. Se mantiver a proposta apresentada em Interlagos, será uma aposta importante da BYD para entrar de vez em um dos segmentos mais competitivos do mercado brasileiro.
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