O Chevrolet Captiva EV é um SUV elétrico na faixa dos R$ 200 mil que chegou ao mercado brasileiro para disputar a clientela de modelos como o Geely EX5, Omoda E5 e Leapmotor C10. Por isso mesmo, a marca da gravata dourada não reinventou a roda e apostou em uma fórmula bem vencedora por aqui.
Tanto que o Captiva EV é um SUV produzido na China e que compartilha o mesmo DNA asiático com os seus concorrentes diretos. Ou seja: um automóvel de linhas arredondadas, boa lista de equipamentos e - principalmente - amplo espaço para os passageiros.
Mas quer saber no detalhe quais são os pontos fortes - e outros nem tanto - desse SUV médio elétrico da Chevrolet? Confira a seguir seis coisas que você precisa saber antes de fechar negócio. Ou de partir para um modelo concorrente.
Saiba mais:
O Captiva EV é um SUV médio que tem 4,75 metros de comprimento, 1,68 metro de altura, 1,89 metro de largura e 2,80 metros de distância entre-eixos.
Com essas dimensões, o elétrico da Chevrolet é bem maior que os concorrentes Geely EX5 e Omoda E5. E ocupa quase o mesmo espaço na vaga de estacionamento que um Leapmotor C10, praticamente empatando em comprimento, mas com carroceria mais estreita e com entre-eixos mais curto.
Sim. O espaço para as pernas - principalmente no banco traseiro - é um dos pontos fortes do Captiva EV, que ainda oferece acabamento caprichado e com cores sóbrias.
Por outro lado, o porta-malas - com capacidade para 403 litros - está entre os menores disponíveis entre os SUVs médios - eletrificados e a combustão - nessa faixa de preço.
Sim. Oferecido na versão única Premier no Brasil, o Captiva EV tem pacote ADAS - com itens como controlador adaptativo de velocidade, ar-condicionado automático, frenagem autônoma e assistente de manutenção em faixa -, chave presencial, bancos de couro com ajustes elétricos para o motorista, seis airbags, faróis de LED com acionamento automático, sensor de chuva, teto solar panorâmico e câmera 360°.
É uma boa lista, embora fique devendo itens já presentes em outros concorrentes como monitor de pontos cegos, bancos climatizados, ar-condicionado de duas zonas e carregador de celular por indução.
Testei o Captiva EV em um percurso de pouco mais de 170 quilômetros entre São Paulo (SP) e Campos do Jordão (SP). Além do espaço interno, outros pontos que me agradaram foram o rodar confortável e o bom isolamento acústico.
Equipado com um conjunto motriz de 201 cv e 32 kgfm de torque, o SUV da Chevrolet também tem um desempenho satisfatório. Não chega a empolgar, mas é condizente com a pegada familiar do modelo.
Segundo a Chevrolet, o SUV passou por um processo de tropicalização para o Brasil, que incluiu a recalibração tanto da direção quanto das suspensões. Mesmo assim - e apesar da direção menos assistida mesmo no acerto "padrão" -, o Captiva EV ainda é macio e mais adequado para quem curte um rodar confortável.
O quadro de instrumentos é limpo e permite a fácil visualização das informações, enquanto a multimídia é fácil de operar, embora exija o cabo USB para espelhar o smartphone.
Por outro lado, achei a cabine pouco intuitiva - sem muitos botões físicos e com comandos que exigem um tempo de aprendizado - e os assistentes de direção do pacote ADAS têm um funcionamento bem voltado para a segurança. Com o controle automático de velocidade (ACC) ativado, o SUV teima em manter uma distância enorme para o carro à frente.
Equipado com uma bateria de 60 kWh, o alcance do Captiva EV com uma carga é de 304 quilômetros. Índice apenas razoável e que deixa o Chevrolet atrás dos seus concorrentes diretos.
Na tabela, o Captiva EV sai por R$ 199.990. Mas esse valor é válido apenas para vendas diretas e para negociações que envolvam outro carro na jogada. Para o consumidor "comum", o SUV está anunciado aqui na Webmotors por R$ 219.990.
Considerando o preço para pessoa física, o SUV da Chevrolet é mais caro que o Omoda E5 (R$ 209.990) e empata com o Leapmotor C10 REEV. Mas ainda é mais barato que o Geely EX5 Max (R$ 225.800).
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