Parecia mais um caso de abandono de veículo em via pública, mas o Lancia pertence a Angelo Fregolent, de 94 anos, que trabalhou como mecânico na Fiat e era dono de uma banca de jornal que ficava próxima à vaga ocupada pelo veículo. Em entrevista à emissora RAI, Fregolent disse que usava o carro como depósito para guardar temporariamente os materiais da banca na qual trabalhou com a sua esposa, Bertilla.
No entanto, há dois anos o idoso sofreu uma fratura no quadril e foi obrigado a parar de trabalhar. Apesar de ter deixado o Lancia parado no mesmo local por quase cinco décadas, ele nunca parou de pagar as taxas referentes ao licenciamento anual do carro.
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“Nos conhecemos em uma festa de família. Nos casamos em 1962 e, na semana seguinte, já estávamos trabalhando. Havíamos alugado uma taberna ali perto e dez anos depois fomos à banca de jornal”, relembra Bertilla Fregolent.
Com isso, o Lancia passou a ocupar a vaga de maneira perene até o dia em que o seu dono tentou dar a partida e o motor não funcionou. O carro já estava deteriorado após tanto tempo parado e Fregolent desistiu de removê-lo dali.
Depois de décadas sob as intempéries, o Lancia foi se degradou aos poucos até virar uma atração turística de Conegliano, a ponto de toda a sinalização da via ter sido atualizada a partir da vaga em que o carro ficou estacionado durante 47 anos.
No dia 20 de outubro, o pequeno sedã azul foi rebocado de sua vaga, mas o seu destino não será o ferro-velho. Empresários locais patrocinaram uma restauração para que o Lancia seja exposto como um monumento da cidade no jardim da Escola Enológica de Cerletti, bem próximo ao local onde o carro passou tanto tempo.
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