As dez marcas filiadas à Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (Abeifa) encerraram 2025 com crescimento expressivo em vendas, seja de carros importados ou mesmo de modelos feitos no país.
Segundo a entidade, no acumulado do ano passado foram emplacadas 137.973 unidades entre todas elas. Esse volume repreentou uma alta de 31,7% em relação a 2024, quando o total havia sido de 104.729 veículos. Hoje, as dez marcas ligadas à Abeifa são BYD, Volvo, Porsche, Jaguar, Land Rover, Kia, JAC, Suzuki, Aston Martin e McLaren.
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O desempenho positivo foi impulsionado por um mês de dezembro forte: 18.149 unidades foram licenciadas, número 56,8% superior ao de novembro (quando 11.571 unidades foram vendidas) e 45,4% acima do registrado em dezembro de 2024 (quando 12.479 veículos foram emplacados).
Com isso, a participação das associadas da Abeifa no mercado interno de automóveis e comerciais leves chegou a 6,8% no último mês do ano.
No acumulado de 2025, o market share das associadas foi de 5,4% sobre o total de 2.549.223 unidades comercializadas no Brasil. O resultado representa avanço ante 2024, quando a fatia foi de 4,2%.
Um dos pontos mais relevantes do balanço é a presença das marcas associadas no segmento de carros eletrificados. Entre janeiro e dezembro, foram emplacadas 129.112 unidades, o que correspondeu a 45,3% do mercado total de veículos desse tipo vendidos no país - ou 285.266 licenciamentos.
Para Marcelo Godoy, presidente da Abeifa, esse desempenho reforça a preferência dos consumidores por novas tecnologias e o papel das marcas de carros importados na modernização do setor.
"Trata-se de um porcentual muito salutar para os consumidores e para o setor automotivo brasileiro porque a presença de veículos importados, com tecnologias up-to-date, beneficia compradores e incentiva os fabricantes locais no processo de atualização de produtos", afirmou o executivo.
Apesar dos números positivos, o setor terá de enfrentar obstáculos relevantes neste ano. Vale lembrar que, a partir de julho, a alíquota do imposto de importação de veículos eletrificados será elevada para 35%, medida que pode impactar diretamente nos preços e na competitividade dos produtos.
Godoy reconhece que o cenário pode parecer desafiador, mas mantém o otimismo.
"Teremos os desafios de absorver a equalização da alíquota do imposto de importação de veículos eletrificados e também de oferecer produtos mais tecnológicos, mas com preços mais competitivos. Esse cenário, em princípio, pode parecer sombrio... Mas, de outra parte, as associadas à Abeifa estão otimistas por conta de vários lançamentos programados ao longo do ano", revelou.
A expectativa é que os lançamentos previstos para 2026 ajudem a sustentar o ritmo de crescimento do mercado de carros importados. Por conta disso, as marcas filiadas à Abeifa deverão apostar em modelos híbridos e elétricos, além de atualizações de veículos já consolidados no mercado brasileiro.
A estratégia busca atender à demanda crescente por mobilidade sustentável e manter a relevância das importadoras em um mercado cada vez mais competitivo. Com resultados sólidos em 2025 e participação expressiva no segmento de modelos eletrificados, a Abeifa inicia 2026 em posição de maior destaque.
O desafio, portanto, será equilibrar inovação tecnológica e preços acessíveis em um cenário de maior tributação, sem perder o ritmo de expansão conquistado no último ano.



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