Os estudiosos informaram que reordenaram as partículas de íons de lítio e as distribuíram de jeito mais uniforme. O resultado foi a recarga nesse breve espaço de tempo sem que a estrutura inicial da bateria afetasse o armazenamento de energia - vale dizer que foi necessário usar grafite e muitos nanofios de cobre para aumentar a capacidade interna da peça.
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Como funciona a bateria dos carros elétricos
Até agora, o que sabemos sobre as baterias de carros elétricos convencionais, que em sua maioria costumam ser feitas de íons de lítio, usam agentes ligantes para solidificar ânodo, o eletrodo pelo qual a carga elétrica positiva "entra" no dispositivo - só que isso faz com que essas partículas fiquem distribuídas de forma aleatória no interior da estrutura.É justamente por causa dessa disparidade de posicionamento das partículas que o recarregamento de um EV ainda demora a acontecer, porque o sistema precisa de um tempo para "reorganizar" o interior da bateria.
O trabalho dos cientistas da Universidade de Ciência e Tecnologia da China, em Hefei, liderada pelo professor Yao Hongbin, foi "braçal". Os pesquisadores reorganizaram todas as partículas em ordem de tamanho e disseram que reduziram os espaços entre elas - desse modo, de acordo com eles, o espaçamento ficou mais alto no início e foi diminuindo em ordem até a parte inferior.
A explicação completa, em inglês, foi dada pelo professor Yao à revista New Scientist.
Resultado: testes laboratoriais mostraram que essa bateria com reorganização de posicionamento de partículas pode recuperar 60% da carga em 5,6 minutos e 80% em 11,4 minutos, conforme afirmamos mais acima. Hoje, vale lembrar, um Tesla precisa de quase 30 minutos em carregadores ultrarrápidos para atingir 80% da carga. O novo conjunto descoberto por chineses, portanto, é praticamente três vezes mais rápido.
Também vale dizer que, apesar dos resultados incríveis, os pesquisadores expressaram preocupação quanto aos custos para adicionar estes novos materiais à estrutura da bateria.
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