Fundada em 2018 e integrante do Grupo Chery (aqui em colaboração com Grupo CAOA), a Jetour tem vida independente e
começa suas atividades no mercado brasileiro com três SUVs médios importados: o quase crossover S06 e dois SUVs de linhas tradicionais, T1 e T2, sem tração 4x4 (que virá adiante).
Todos são híbridos plugáveis, categoria que cresce muito na China. Já há decisão de construir fábrica no Brasil, a partir de kits desmontados, com provável definição do local em abril próximo. Três outros modelos chegarão ainda em 2026. Motores flex serão desenvolvidos aqui.
As primeiras avaliações dinâmicas foram no autódromo Velocittá, em Mogi Mirim (SP). O S06 apresenta linhas marcantes, porém dentro da "escola" chinesa. Diferencia-se pelo uso de vidros laminados nas portas dianteiras e, na versão de topo, uma enorme tela multimídia de 15,6 polegadas. Tem rodas de 20 polegadas e pacote ADAS nível 2 com câmera de 540º.
Garante bom espaço interno pelo entre-eixos de 2,72 metros. O ponto fraco é o porta-malas com capacidade para 416 litros. O motor a gasolina entega 135 cv de potência e 20,4 kgfm de torque, e o elétrico, 204 cv e 31,6 kgfm. A potência combinada chega a 315 cv. Embora demonstre segurança em asfalto, há limitações evidentes no uso fora de estrada pela bateria no assoalho, que diminui o vão livre do solo. Preços entre R$ 199.990 e R$ 229.990.
Tanto o T1 quanto o T2 (o primeiro é mais discreto que o segundo) podem agradar mais a quem gosta ou precisa usá-los longe do asfalto. Entre os pormenores interessantes, a capa retangular do estepe externo, de uso temporário (não ideal para fora de estrada), no centro da tampa do bom porta-malas de 574 litros. Contudo, há a mesma restrição da bateria no assoalho. O entre-eixos passa para 2,80 metros.
O T2 apresenta um visual condizente com o de um SUV raiz, apesar de não ter, ainda, a segurança da tração integral. O motor a gasolina é o mesmo nos três modelos, mas no topo de linha há dois elétricos: um com 102 cv e 17,3 kgfm atua em conjunto com o motor a gasolina e outro, com 122 cv e 22,4 kgfm, opera, por meio de engrenagens, com o câmbio DHT de três marchas.
Estas especificações fogem do convencional e, se houver algum problema, vai doer no bolso, como já acontece com os
concorrentes diretos. A capacidade de imersão é de 70 cm e inclui sensor de alagamento. O destaque fica para a aceleração de 0 a 100 km/h em 7,5 segundos.
Porém, o alcance no modo elétrico diminui 13 quilômetros, para 75 quilômetros. Graças ao tanque de 70 litros e à bateria toda carregada é possível rodar até 1.100 quilômetros. O T1, mais leve, tem 1.200 quilômetros de alcance. Preços: T2, R$ 289.990 a R$ 299.900; T1, R$ 249.900 a R$ 264.900.
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