Cinco carros chineses que não deixaram saudades

Após fim do QQ, WM1 relembra modelos de marcas chinesas que foram vendidos no Brasil e já saíram de linha

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André Deliberato
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Carro chinês virou alvoroço no Brasil no início desta década. Entre 2010 e 2011, uma série de marcas começou a vender seus produtos em nossas terras: Effa, Lifan, Chery, JAC e, alguns anos depois, Geely e BYD emplacaram algumas unidades - esta última com mais foco em veículos elétricos e comerciais. Great Wall e Brilliance foram outras empresas que chegaram a testar protótipos em nosso país, mas desistiram de entrar de fato em nosso mercado.

Com a crise, muitas dessas marcas despencaram. Seria, portanto, o "fim" das montadoras chinesas que não instalaram fábricas no Brasil? Atualmente, só Chery, JAC e Lifan têm relativo fôlego de vendas no mercado (e só a primeira tem fabricação nacional), graças às iniciativas de atualizar suas gamas de modelos para SUVs. Pensando nisso, com a noticiada aposentadoria do Chery QQ brasileiro publicada nesta quinta-feira (1º), WM1 fez um levantamento de carros chineses que tiveram um final triste em nosso país, sem deixar saudades no mercado.

  • Effa M100
  • Foi o primeiro que chegou, entre 2007 e 2008. Durou até 2015. Custava pouco (cerca de R$ 24 mil) e era bem equipado, mas também era triste: algumas peças sofriam corrosão precocemente, a estabilidade era falha por ser altinho e estreito - para se ter uma ideia, a revista Quatro Rodas teve de interromper o teste de longa duração por falta de segurança - e, para piorar, era feio.

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    Legenda: Effa M100 foi reestilizado uma vez durante sua vida no Brasil, mas não fez sucesso
    Crédito: Divulgação

    • Geely GC2
    • Esse surgiu e sumiu como um foguete. Representado pelo Grupo Gandini (mesmo importador da sul-coreana Kia no Brasil), foi apresentado no Salão do Automóvel de 2014 e teve direito até a lançamento de pompa internacional, no Uruguai (onde era montado via CKD). Foi lançado em versão única equipada com motor 1.0 de três cilindros (somente a gasolina) e seu design era inspirado em um panda (ele mesmo, o tradicional urso "fofinho" chinês). A Geely - que também é a atual dona da Volvo - foi embora do país menos de dois anos depois, em 2016.

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      Legenda: Geely GC2 tinha visual frontal inspirado em um panda (!)
      Crédito: Divulgação

      • JAC J2
      • O "foguetinho" da JAC chegou ao Brasil em 2012 depois das famílias J3, J5 e J6, como opção "descolada" para uma clientela mais alternativa, com foco em solteiros devido ao tamanho diminuto. "Foguetinho" porque ele era muito leve (915 kg) e, ao menos em nosso mercado, tinha motor 1.4 de 108 cv e 14,1 kgfm de torque. Mas não vendeu como a marca esperava e o insucesso fez com que a empresa sequer apostasse em uma reestilização para nosso mercado. Saiu de linha em 2017.

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        Legenda: JAC J2 era leve e tinha motor 1.4 de 108 cavalos
        Crédito: Divulgação

        • Chery S-18
        • O S-18 foi um dos maiores fracassos da Chery no Brasil, embora tenha sido um dos primeiros carros chineses com motor flex em nosso mercado. Logo em seu mês do lançamento, em 2012, durante a fase de testes de revistas e mídias especializadas, o sistema de freio do carro apresentou um problema gravíssimo: em uma frenagem de emergência, o pedal entortou e colocou em risco quem testava aquele modelo. Resultado? Recall de todas as (poucas) unidades que já haviam sido comercializadas. Ele durou até 2014 e os números de vendas eram tão baixos que nem apareciam nos relatórios da Fenabrave, a associação das concessionárias.

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          Legenda: S-18 teve vida curta: durou apenas dois anos no Brasil
          Crédito: Divulgação

          • Lifan 320
          • Um dos chineses mais polêmicos dessa lista é o Lifan 320, que ficou famoso pelo design inspirado no Mini Cooper. Para se ter ideia, durante a apresentação do carro no Salão do Automóvel de 2012, a marca chinesa contratou um ator que fazia cover/cosplay do "Mr. Bean", em alusão ao clássico personagem que, na série, tinha um Mini Cooper original (do antiguinho, fabricado a partir de 1959). O carro não era tão bem construído, tinha câmbio frouxo e volante com folga, além de nota zero no Latin NCAP. Começou a ser vendido em 2009 e saiu de linha em 2014 sem deixar saudade.

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            Legenda: Quando chegou ao Brasil, Lifan 320 era cópia descarada do Mini Cooper
            Crédito: Divulgação
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