Este ano, segundo dados da federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), apenas 292 unidades foram emplacadas entre janeiro e junho. No mesmo período, o concorrente Volkswagen T-Cross somou mais de 48 mil emplacamentos e o Hyundai Creta passou das 35 mil.
Para tentar melhorar essa situação, a Citroën resolveu reduzir o preço do Aircross - a princípio temporariamente - em mais de R$ 25 mil. E isso na versão Shine turbo 200 automática com sete lugares, cujo valor caiu de R$ 154.490 para R$ 128.790. Uma diferença de robustos R$ 25.700.
A redução valerá para os meses de julho e agosto, ou enquanto houver estoques. Mas há condições específicas. O comprador deve incluir um usado na troca para garantir esse desconto, e esse usado deve ter laudo cautelar aprovado, chave reserva, manual, revisões feitas em concessionária e nenhum serviço pendente, entre outros.
Sem usado na troca, o preço do Aircross vai para R$ 131.790. O desconto ainda existe, é menor, mas ainda é interessante: R$ 22.700. Talvez até valha mais a pena do que tentar incluir um usado na troca com tantas exigências. E mais uma coisa: todas essas condições são para vendas diretas - ou seja, para CNPJ. Não estão ao alcance de pessoas físicas, algo que poderá manter a vida do Aircross difícil no mercado brasileiro.
É uma pena, porque trata-se de um carro interessante e com bom custo/benefício. A Citroën, hoje sob a guarda da Stellantis, está bem estabilizada no Brasil, tem bom número de concessionárias e os modelos atualmente comercializados não apresentam os mesmos problemas dos carros que foram vendidos por aqui pela marca francesa em décadas passadas.
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O bom espaço interno é proporcionado pelo entre-eixos de 2,67metros e pelo comprimento de 4,32 metros. O modelo ainda tem 1,79 metro de largura e 1,67 metro de altura. Lá atrás, o porta-malas tem capacidade para módicos 42 litros com os sete lugares em uso, mas com cinco ocupantes leva 493 litros - volume bastante satisfatório.
O C3, porém, exibe certos pecados. Tem freios traseiros a tambor, apenas quatro airbags, praticamente nada de assistências à condução (ADAS) e acabamento interno relativamente simples. Mas, para quem não faz questão de luxos e mimos, resolve bem. Além de espaçoso, o interior é bonito e funcional.
Estão lá ar-condicionado automático, apoio de braço para o motorista, faróis de neblina, piloto automático, trio elétrico, rodas de liga leve, banco e volante em couro, e multimídia de apenas razoáveis 10 polegadas.
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