A Citroën acaba de anunciar de forma oficial o retorno da versão XTR para dois de seus modelos: o hatch C3 e o SUV Aircross.
A linha XTR, que marcou presença no Brasil nos anos 2000, ganha agora nova geração com detalhes inéditos e visual repaginado, apostando no apelo "aventureiro".
Embora a marca francesa ainda não tenha divulgado todas as informações sobre equipamentos e preço, a expectativa é que a versão especial tenha mudanças visuais significativas em ambos os modelos.
As versões XTR são, na prática, versões com visual "aventureiro" que seguem uma moda já antiga no mercado brasileiro. Tudo começou com a Fiat Palio Weekend, que ganho uma versão batizada de "Adventure" no hoje distante ano de 1999. Depois disso, outros modelos da marca italiana também ganharam versões com o mesmo sobrenome - e outras marcas aderiram à moda com os mais variados modelos.
No caso da Citroën, a primeira geração do C3 XTR foi vendida entre 2006 e 2011. Tinha suspensão elevada, proteções nos para-choques, saias laterais, rack de teto e rodas de liga leve exclusivas.
O interior recebia bancos com revestimento diferenciado e detalhes que reforçavam o caráter aventureiro.
Essa proposta agradou consumidores que buscavam um hatch compacto versátil, que embora fosse para uso urbano também tinha um visual com pegada off-road.
A nova geração XTR retoma essa essência, aplicando o mesmo conceito tanto no C3 atual quanto no SUV Aircross.
Embora a marca ainda não tenha detalhado os itens da nova linha XTR, é esperado que tanto o C3 XTR quanto o Aircross XTR recebam mudanças visuais para reforçar o apelo aventureiro.
No hatch, isso deve incluir suspensão levemente elevada, proteções nos para-choques, saias laterais e adesivos exclusivos.
O SUV deve adotar elementos similares, como rodas de liga leve diferenciadas, detalhes em cores contrastantes, rack de teto e proteções adicionais na carroceria.
As mudanças devem ser apenas estéticas e em suspensões. Os dois modelos deverão manter o conjunto mecânico das versões topo de linha atuais.
Nesse caso, o hatch e o SUV compartilham o mesmo powertrain nas versões mais caras: o motor 1.0 turbo de 130 cv de potência e torque de 20,4 kgfm, a transmissão continuamente variável (CVT) e a tração dianteira.
No caso do C3 a velocidade máxima é de 194 km/h e a aceleração de zero a 100 km/h é feita em 8,2 segundos. Já o AirCross alcança 197 km/h de velocidade máxima, e precisa de 9,5 segundos para atingir os 100 km/h.
A marca ainda não divulgou os valores das novas versões especiais. Mas por serem configurações baseadas nas versões mais equipadas de cada um, é possível imaginar algo em torno de R$ 150 mil para o AirCross XTR, já que a versão Shine Turbo de sete lugares custa R$ 145.690.
Já no caso do C3, que hoje é vendido por um preço máximo de R$ 105.400 na versão You!, podemos esperar um preço por volta de R$ 110 mil.
Como curiosidade, apesar do foco estar na hatch C3 e o no SUV AirCross, hoje o carro mais vendido da marca francesa é o Basalt. De acordo com a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), o SUV coupé emplacou 11.630 unidades de janeiro a julho deste ano.
No mesmo período, o C3 emplacou 7.402 exemplares, enquanto o AirCross aparece como o terceiro mais vendido, com 3.375 vendas registradas.



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