O governo chinês está desenvolvendo uma série de ações para combater a elevada poluição atmosférica do gigante asiático, investindo, por exemplo, na expansão de geração de energia a partir de fontes limpas, como hidrelétricas e estações solares e eólicas.
Parte desses esforços inclui limites mais estritos para a emissão de poluentes por automóveis e de consumo de combustível. Na virada do ano, a China vai proibir a produção no país de nada menos que 553 modelos que não se enquadram nas regras, de marcas como Audi, BMW, Mercedes-Benz, Chevrolet e Volkswagen, para citar algumas.
De acordo com o governo local, apesar de grande, o número corresponde a "uma percentagem muito pequena" da produção anual na China, que somente no ano passado fabricou mais de 24 milhões de carros, mais de dez vezes que a produção no Brasil em 2016, a título de comparação.
As ações antipoluição, intensificadas no território chinês desde cerca de nove anos, já está dando resultados, com quase 20% de melhora na qualidade do ar este ano na comparação com 2016, relativa à redução de partículas danosas ao sistema respiratório conhecidas como PM2.5.
Para atingir as metas, a China também está investindo na expansão da sua base de automóveis elétricos, com zero emissões, e também híbridos - a partir de 2019, 10% dos veículos comercializados no país deverão ter esse tipo de propulsão e os planos são de vetar totalmente a produção de modelos com motor a combustão em 2040.
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