O Corolla Cross começa a voltar ao jogo. Após estabelecer um recorde negativo de vendas em novembro com apenas 1.465 emplacamentos, de acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), o SUV da Toyota dá sinais claros de recuperação em dezembro: somou, até o momento, 2.428 unidades licenciadas.
Por conta de um forte incidente climático no final de setembro, que resultou na destruição de grande parte da fábrica de motores da Toyota em Porto Feliz, interior de São Paulo, a produção da planta de Sorocaba, também no interior paulista, acabou suspensa por um período e, posteriormente, passou a operar somente com a produção das versões híbridas do SUV graças a motores importados do Japão. Com isso, a rede passou a receber as versões mais caras do SUV. No entanto, Sorocaba voltará a operar normalmente entre o final de janeiro e o início de fevereiro de 2026.
Com a fabricação comprometida, o Corolla Cross, que em seus melhores meses de 2025 emplacou mais de 7.700 unidades, em outubro conseguiu somar somente 3.609 e em novembro, 1.465.
A queda brusca fez com que o Corolla Cross perdesse a liderança de vendas entre os SUVs médios no ano, que acabou caindo no colo do Compass. Enquanto o Jeep acumula 60.563 unidades comercializadas até os números divulgados no dia 30 de dezembro (terça-feira) pela Fenabrave, o Toyota registra um total de 59.474 - diferença de 1.089 veículos.
Para se ter uma ideia do tamanho do prejuízo do Corolla Cross, o SUV da marca de origem japonesa somava, entre janeiro e setembro (antes do incidente climático), 51.973 emplacamentos, contra somente 42.471 do Compass - diferença mais que confortável de 8.502 unidades.
Versões, preços e dados técnicos das cinco versões do Toyota Corolla Cross:
1. Corolla Cross 2.0 XR Direct Shift 2026
2. Corolla Cross 2.0 XRE Direct Shift 2026
3. Corolla Cross 2.0 XRX Direct Shift 2026
4. Corolla Cross 2.0 GR‑Sport Direct Shift 2026
5. Corolla Cross 1.8 Hybrid XRX CVT 2026
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Assim como o Corolla Cross, o Corolla começa a se recuperar depois dos problemas com a produção. Da mesma forma que a fábrica de Sorocaba parou por conta dos incidentes climáticos em Porto Feliz, a planta de Indaiatuba, responsável pela produção do sedã médio, também precisou parar por um tempo, antes de receber os motores do Japão e reativar a linha - mas apenas das configurações híbridas.
Em novembro, o Corolla teve, assim como o Corolla Cross, o pior mês no ano. Registrou apenas 1.034 emplacamentos. Nos seus melhores meses no ano, o sedã ultrapassou a barreira das 3 mil unidades comercializadas. Agora, em dezembro, o modelo já soma 2.123.
No entanto, ao contrário do Corolla Cross, que acabou perdendo a liderança de vendas entre os SUVs médios, o Corolla manteve o primeiro lugar entre os sedãs médios. O Toyota teve a seu favor os meses fracos do BYD King, seu principal rival, que em novembro e agora em dezembro emplacou 856 e 834 unidades, respectivamente.
No acumulado do ano, enquanto o Toyota Corolla tem 33.021 carros novos licenciados, o King soma menos da metade: 12.280 veículos.
Versões, preços e dados técnicos das seis versões do Toyota Corolla:
1. Corolla 2.0 GLi Direct Shift 2026
2. Corolla 2.0 XEi Direct Shift 2026
3. Corolla 1.8 Hybrid GLi CVT 2026
4. Corolla 2.0 Altis Premium Direct Shift 2026
5. Corolla 2.0 GR‑S Direct Shift 2026
6. Corolla 1.8 Hybrid Altis Premium CVT 2026
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Financiar um carro 0 km é uma das formas mais utilizadas pelos brasileiros para conquistar um veículo novo, mas também é um tema cercado de dúvidas. Antes de fechar qualquer contrato, é essencial entender como funciona o processo, quais documentos são necessários e como garantir as melhores condições para não comprometer o seu orçamento.
O primeiro passo é avaliar a sua capacidade de pagamento. Especialistas recomendam que a parcela mensal não ultrapasse 30% da sua renda. Isso significa que, se você ganha R$ 3.000 por mês, o ideal é assumir uma prestação de no máximo R$ 900. Trabalhar dentro desse limite ajuda a manter as finanças equilibradas e diminui o risco de endividamento — uma etapa fundamental antes mesmo de iniciar a negociação do carro novo.
Depois de entender quanto você pode pagar por mês, é hora de organizar a documentação. As instituições financeiras costumam solicitar informações básicas, como nome completo, CPF, endereço, comprovante de renda e, caso o veículo já tenha sido escolhido, até dados como placa e estado de licenciamento.
Com esse conjunto de informações, o banco analisa seu perfil e retorna com uma proposta de financiamento, detalhando o número de parcelas e o valor aproximado de cada uma. Ter tudo organizado facilita a aprovação e agiliza o andamento do processo.
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A escolha da instituição financeira também pesa bastante no valor final do carro. As taxas de juros variam de um banco para outro, assim como os prazos de pagamento e critérios de aprovação. Por isso, é importante comparar simulações e não fechar negócio na primeira oferta apresentada. Pesquisar e confrontar diferentes propostas cria um panorama mais claro e oferece maior poder de negociação — o que pode fazer diferença de milhares de reais ao final do contrato.
Para quem pensa em financiar um carro usado, existe um detalhe importante: a idade do veículo. As instituições financeiras costumam limitar o financiamento de carros com mais de 10 anos de fabricação. Modelos mais antigos podem até ser aprovados em alguns casos, mas geralmente com juros mais altos. Essa regra reforça a importância de conhecer as políticas de cada banco, mesmo que o foco seja um carro totalmente novo.
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