Os últimos anos da montadora De Tomaso não foram fáceis. Após a morte de seu fundador, o ex-piloto de Fórmula 1 argentino Alejandro de Tomaso, em 2003, a empresa passou por maus bocados. A situação só melhorou quando a Ideal Ventures, de Hong Kong, comprou a companhia, em 2015.
Esta semana, foi anunciado que a renomada marca, dona de clássicos como o Mangusta e o Pantera, está de mudança para os Estados Unidos. E com planos ousados.
"Estamos profundamente comprometidos em levar a indústria automotiva norte-americana de volta à sua era de ouro do design, e ao respeito conquistado entre as décadas de 1920 e 1960", disse a De Tomaso em comunicado controverso. A montadora ressaltou ainda que pretende trabalhar em consonância com os fabricantes já estabelecidos nos Estados Unidos.

A De Tomaso ainda fez questão de ressaltar que sua decisão teve como motivação o "vazio que ela tem visto nas últimas décadas" no mercado dos Estados Unidos. A montadora se prontificou a enriquecer o design automotivo norte-americano. "Ousadia e alegria" é um pouca da menina De Tomaso, hein?
Os executivos da De Tomaso elaboraram um plano estratégico de longo prazo, que detalha como será feita a realocação da montadora. Além disso, o relatório também explica como serão feitos os processos de produção e design nos Estados Unidos. Uma coisa importante, porém, ficou de fora: o local exato onde a De Tomaso fincará raízes.

Ainda de acordo com a montadora, negociações com governos estaduais já começaram. Um anúncio mais concreto é esperado para os próximos seis meses.
Enquanto isso, a empresa foca no desenvolvimento do P72. O modelo tem a honra de ser o primeiro montado pela companhia na década de 2020. Além disso, estreará suas novas instalações em território norte-americano.