Lançado em 1968, o Chevrolet Opala foi o primeiro carro de passeio da marca produzido no Brasil e até hoje é um objeto de desejo por muita gente. Mas mesmo com esse apelo junto aos entusiastas, não dá para negar que, nas mais de cinco décadas desde seu lançamento, os automóveis tiveram uma evolução gigantesca, principalmente em eficiência e segurança. Apesar disso, algumas orientações do manual do modelo clássico ainda pode ser aplicadas a qualquer automóvel zero-quilômetro. Confira a seguir:

O manual do Chevrolet Opala recomenda não abusar do motor em arrancadas e também dos freios durante as primeiras centenas de quilômetros. O objetivo é permitir o perfeito assentamento entre as peças e o melhor desempenho em termos de rendimento e durabilidade. Embora muita gente afirme que essas práticas já não são mais necessárias nos carros atuais, as orientações seguem presentes até nos manuais de modelos esportivos importados zero-quilômetro.

No Opala, a orientação era que a troca do óleo do motor fosse feita a cada 5.000 quilômetros ou dois meses. Embora os intervalos sejam maiores nos carros atuais, duas orientações válidas para o veterano da Chevrolet ainda fazem sentido nos zero-quilômetro: a necessidade de troca na metade do prazo em caso de uso severo do veículo e a prática de completar o nível do lubrificante usando somente óleo na mesma especificação o que já estiver em uso.

Quem já teve um carro antigo sabe como a proteção das chapas de aço contra a corrosão era um ponto fraco dos automóveis em décadas passadas. Por conta dessa fragilidade, o manual do Opala traz orientações especiais a respeito da lavagem do veículo após rodar por áreas com lama ou depois de um visita ao litoral. Mesmo com a maior resistência dos carros atuais, a prática de fazer uma lavagem detalhada do automóvel após uma viagem para a praia ainda é recomendada para preservar a lataria.

Os pneus diagonais dos primeiros Opala deram lugar, há vários anos, a pneumáticos de construção radial. Mas o desgaste irregular dos pneus ainda é, como o manual do Chevrolet lembra, sinônimo de direção desalinhada ou de rodas desbalanceadas. Ou, ainda, de problemas em componentes da suspensão.

Os carros zero-quilômetro já não têm carburador ou ignição com platinado. Mas mesmo na era da eletrônica, rodar de maneira suave, tentar manter velocidades constantes, sem acelerações ou frenagens bruscas, e trocar as marchas no momento adequado são medidas fundamentais para economizar combustível e também garantir a boa durabilidade de vários componentes e sistemas do veículo.