Cinco dicas para fugir de combustível 'batizado'

Gasolina, etanol e diesel adulterados podem causar danos ao motor e aumento no consumo. Aprenda a evitar o problema

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Redação WM1
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Você mesmo ou algum conhecido já deve ter abastecido o veículo com combustível adulterado. A adição ilegal de solventes, no caso da gasolina, e de álcool anidro, no do etanol hidratado, amplia o volume comercializado e os lucros de postos e distribuidores de má-fé. Ao mesmo tempo, pode causar problemas graves no motor e outros componentes do carro. Se por um acaso você abasteceu em um posto desconhecido e em seguida o veículo começar a apresentar engasgos e funcionamento irregular do motor, como dificuldade de dar a partida e aumento no consumo, é sinal de que possivelmente você foi "premiado".

Por vezes, basta colocar combustível de qualidade, dentro das especificações determinadas pela ANP (Agência Nacional do Petróleo), que o carro volta à normalidade. Porém, dependendo do caso, pode haver danos mais graves, resultando em prejuízo com oficina mecânica e dias com o automóvel parado.

A gasolina, o diesel e o etanol hidratado (aquele usado para abastecer automóveis) "batizados" podem danificar bomba de combustível, injetores, formando depósitos de sujeira nas válvulas - etanol misturado ao álcool anidro, que por lei só pode ser acrescentado à gasolina, é capaz de formar "gomas" na parte interna do propulsor.

Confira cinco dicas para evitar o problema ou, em caso de se tornar vítima da adulteração, para você buscar seu direito a ressarcimento.

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Legenda: Posto de gasolina
Crédito: Alfribeiro

1 - Prefira abastecer em postos conhecidos e com bandeira

Se você é cliente de determinado posto há bastante tempo e não teve problemas, as chances de fraudes são naturalmente menores. Além disso, caso você suspeite de ter colocado combustível 'batizado', é mais fácil identificar de onde ele veio. Sempre peça nota fiscal - de acordo com a Raízen/Shell, o documento é a sua garantia. Fuja dos chamados "postos clonados", revendedores de combustíveis sem bandeira que imitam marcas conhecidas (usam cores, símbolos e nomes semelhantes), mas não comercializam combustíveis dessas marcas.

2 - Verifique a documentação do posto

De acordo com a Raízen/Shell, toda a bomba deve informar, de forma clara, a distribuidora do combustível e seu tipo, como, por exemplo, gasolina comum, gasolina aditivada, etanol ou diesel. Também certifique-se que os preços informados no painel sejam os mesmos cobrados na bomba. Segundo a ANP, a bomba também deve trazer adesivo com CNPJ do posto, mais razão social e endereço, além do lacre do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia, aferindo que a medição volumétrica é a correta.

 Posto de gasolina
Legenda: Posto de gasolina
Crédito: jamesteohart

3 - Exija os testes obrigatórios

Todo o posto é obrigado, quando solicitado pelo cliente, a realizar o teste de proveta, que indica se a porcentagem de álcool anidro na gasolina está dentro do padrão, que é de 27% atualmente.

Em relação à quantidade de combustível efetivamente comercializada, o cliente pode exigir o teste volumétrico, que consiste em retirar uma amostra da bomba e colocar em um recipiente de teste - o volume informado na bomba tem de ser exatamente o mesmo medido no frasco - existe, de acordo com a ANP, uma tolerância de 100 ml para mais ou para menos.

O etanol também tem um teste específico. Um equipamento chamado de termodensímetro deve estar fixado na bomba e à disposição do consumidor. Ele mede o teor alcoólico, que deve ter entre 92,5% e 95,4% para o etanol comum e entre 95,5% e 97,7% para o premium. O etanol hidratado deve estar límpido, sem coloração alaranjada nem resíduos

4 - Confira se o posto está regularizado

Acessando o site http://www.anp.gov.br/preco/, você pode conferir não apenas os preços de gasolina e etanol cobrados em determinado estado ou município a cada semana, mas também se um determinado posto deixou de apresentar a nota fiscal da compra. Combustível sem nota pode significar indício de adulteração, mas não necessariamente. Na dúvida, evite.

5 - Busque os seus direitos

Caso você constate alguma irregularidade no posto, como falta de documentação e indisponibilidade dos testes citados acima, é possível encaminhar denúncia ao CRC (Centro de Relações com o Consumidor da ANP), por meio do telefone 0800-970-0267 ou no site www.anp.gov.br/wwwanp/fale-conosco. Também é possível denunciar o posto à polícia. Caso você já tenha sido lesado por conta de gasolina, etanol ou diesel "batizados", denuncie ao Procon ou outros órgãos de defesa do consumidor, como Proteste e Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor).

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