O estudo reuniu acidentes de trânsito com vítimas registrados pela Polícia Militar entre janeiro de 2019 e julho de 2020, baseadas nas infrações aos artigos 306 e 307 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que tratam de direção sob a influência de álcool e recusa em fazer o teste do bafômetro. Foram 5.701 acidentes com suspeita de embriaguez no estado de São Paulo. Destes, 5.150 sem vítimas fatais e 551 com óbitos.
Para o Governo de Sâo Paulo, o resultado do levantamento serve de alerta. Isso porque a taxa de mortalidade em acidentes com suspeita de pessoas sob efeito de álcool é de 10% - a taxa geral de mortalidade no estado é de 3%. Ou seja, dirigir sob efeito de álcool aumenta em três vezes a chance de morte em um acidente de trânsito, aproximadamente.
No período pesquisado, houve mais registros de vítimas fatais nas vias municipais (275) do que nas rodovias (267). O mesmo aconteceu com a quantidade de acidentes, lideradas também pela área urbana (2.749) em relação às autoestradas (2.401). Na análise de públicos mais vulneráveis aos acidentes com vítimas fatais, os jovens de 18 a 24 anos representam 55% das mortes.
Embora haja registros de ocorrências por embriaguez durante todo o período do estudo, os picos ocorreram em épocas de festas. Em especial no Carnaval (março de 2019 e fevereiro de 2020) e nas festas de fim de ano (dezembro de 2019). Já nas primeiras semanas de isolamento social, entre março e abril deste ano, o número de acidentes por embriaguez registrou o menor índice.
Comentários