A Citroën começa a lançar no mundo o e-C3 e, ao mesmo tempo, revelar onde vai emplacar a versão elétrica de seu hatch compacto. Nossos colegas australianos do Carsales ficaram impressionados: se fosse vendido por lá, seria "uma pechincha", possivelmente por ter chance de se tornar um dos EVs mais baratos do mercado.
No Brasil, provavelmente aconteceria a mesma coisa - até porque, por aqui, temos como referência o Renault Kwid, um dos carros mais baratos do país e que também disputa o título de EV mais em conta do cenário nacional com sua versão elétrica, conhecida como E-Tech.
De acordo com o Carsales, a Citroën quer "perseguir" as montadoras chinesas com o e-C3 2024, um pequeno crossover que descreve como o "primeiro carro elétrico europeu acessível". Na Europa, ele custa iniciais 23.300 euros (o equivalente R$ 124 mil) e há uma versão ainda mais barata a caminho, prevista para custar menos de 20 mil euros - portanto algo perto de R$ 100 mil.
Mostrada nesta semana, a novíssima geração do C3 foi apresentada apenas na versão 100% elétrica, sem qualquer relação com o modelo que é feito aqui no Brasil e na Índia.
Tanto que sua plataforma não é a mesma do C3 a combustão, mas sim uma chamada "Plataforma Global Inteligente de Carros Elétricos da Citroën".
O carro é bojudo: tem 16,3 cm de distância do solo e 1,57 m de altura até o teto. Muitos mercados o têm chamado de "SUV" por conta disso.
O pacote oferecido inclui suspensão apoiada por batentes hidráulicos e conjuntos específicos de rodas, de 16 e 17 polegadas.
O carro tem 4,01 m de comprimento, 1,76 m de largura e carrega uma bateria de íons de lítio de 44 kWh - que fornece até 320 quilômetros de autonomia de acordo com o ciclo WLTP. O motor elétrico de 83 kW é montado no eixo dianteiro.
Está longe, como se imagina, de ser uma máquina de velocidade. Segundo os dados oficiais, o Citroën e-C3 acelera de zero a 100 km/h em 11 segundos e chega a 135 km/h de velocidade máxima – desempenho que reflete suas intenções urbanas –, enquanto a bateria pode ser recarregada em até 100 kW ao usar energia DC.
Isso pode fazer com que a bateria recarregue de 20% para 80% em 26 minutos. Mas em uma caixa de parede (wallbox) monofásica de 7 kW (como uma tomada 220V) essa recarga levará um pouco mais de quatro horas.
Note que o desenho do e-C3 é uma espécie de evolução do que conhecemos no nosso C3 vendido por aqui.
Complementando o exterior "quadradão", há um painel paramétrico cheio de linhas retas, retângulos e camadas, coroado por uma interface multimídia de 10,25 polegadas com espelhamento sem fio do celular.
Os motoristas dirigem por meio de um volante de dois raios e podem acompanhar os dados por um painel de instrumentos digital pequeno e integrado no nível superior do cluster. No entanto, mais informações são fornecidas por um... Veja só, head-up display.
Outros destaques incluem suporte para telefone, serviços conectados, farol alto automático, câmera de ré, controle de temperatura, pintura em dois tons e os mais recentes recursos de segurança ativa.
Os assentos da segunda fila dobram em uma disposição 60/40, como na maioria dos hatchbacks e SUVs modernos, e o porta-malas tem capacidade para 310 litros com os bancos traseiros no lugar.
“As expectativas dos clientes em relação aos veículos do segmento B mudaram, com o aumento da popularidade dos SUVs e o desejo crescente de conduzir veículos elétricos. Ficou mais difícil para os fabricantes de veículos europeus satisfazer essas expectativas”, explica CEO da Citroën, Thierry Koskas.
“Exclusivamente, a Citroën ousa fazer exatamente isso com o novo e-C3 para compradores europeus: um hatch B novo, elegante e confortável, totalmente equipado, projetado especificamente e fabricado na Europa", finaliza o executivo.