E os números comprovam a eficácia: sistemas de prevenção de colisões frontais têm potencial para reduzir acidentes em até 29%. No Brasil, estes recursos continuam a avançar nos modelos de preços médio e alto, algumas vezes como opcionais ou de série nas versões de topo.
Até 2029, haverá obrigatoriedade para todos os modelos de frenagem automática de emergência (AEB, em inglês), além de alerta de saída de pista e manutenção de faixa de rodagem. Estudos apontam que o conjunto destes auxílios ajuda a evitar até 50% dos acidentes, incluindo a proteção a pedestres e ciclistas.
Resumidamente, o ADAS utiliza uma "visão" composta por radares, câmeras e processamento de imagem para evitar ou mitigar acidentes tanto no tráfego urbano quanto rodoviário.
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Perspectiva histórica
Embora o tema pareça futurista, a semente foi plantada há mais de 70 anos. No final da década de 1940, um inventor americano patenteou um controle de velocidade que resistia à pressão no acelerador, caso um radar dianteiro detectasse um obstáculo. O custo elevado e a baixa prioridade dada à segurança, na época, engavetaram a ideia.Na década de 1960, se popularizou no mercado americano o sistema de Controle de Velocidade de Cruzeiro. O motorista fixava determinada velocidade no carro sem precisar pisar no acelerador. A finalidade era mais de conforto para enfrentar, principalmente, longos trechos de estrada. Se ele desejasse aumentar a velocidade, bastava pisar no acelerador. Já em caso de emergência, ao pisar no pedal do freio, o acelerador voltava automaticamente à posição de descanso.
O verdadeiro divisor de águas para o que entendemos hoje como ADAS surgiu na década de 1970, graças aos freios com antibloqueio das rodas (ABS, em inglês) seguido por controles de tração e estabilidade (ESP). Esses foram os alicerces da segurança ativa moderna. Adiante surgiram vários equipamentos de segurança ativa: informação de ponto cego, aviso de saída de faixa e controle de cruzeiro adaptativo entre outros.
Próximo salto: além da visão humana
Apesar do estágio avançado, os sensores atuais (câmeras e radares convencionais) ainda sofrem limitações em condições climáticas severas, como neblina densa, chuva ou neve. A próxima geração de ADAS busca superar esses obstáculos com a fusão de imagens térmicas e radares Doppler.O sensoriamento da empresa canadense Magna poderá gerar imagens térmicas em tempo real para ampliar a percepção do motorista em até quatro vezes, além do alcance dos faróis, detectando pedestres, ciclistas e animais a até 200 metros à frente do veículo.
Assim, os motoristas poderão ter mais tempo para reagir e evitar colisões, mesmo nas condições climáticas ou de direção mais desafiadoras. Ao combinar a assinatura térmica com a precisão do radar para determinar velocidade e direção, o veículo ganha uma capacidade de análise ambiental muito superior à dos olhos humanos. O futuro da segurança veicular reside nessa capacidade de "enxergar o invisível", tornando a condução não apenas mais fácil, mas essencialmente imune às falhas de percepção do motorista.
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