Equipamentos nos carros evitariam 60.000 mortes

Estudo de impacto de adoção de itens de segurança levou em consideração seis países da América Latina

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Fernando Miragaya
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A simples adoção de itens de segurança, como ABS e controles de estabilidade, nos veículos poderia evitar a morte de 60 mil pessoas ao ano. Esse é o cálculo de um estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que levou em consideração alguns mercados de carros da América Latina (AL).

Pelo relatório final do Projeto de Bem Público Regional (BPR), a adoção da rotulagem do Latin NCAP - que avalia a segurança dos carros vendidos na AL - e das normas de segurança veicular da ONU seriam o suficiente para salvar 60 mil vidas/ano. Isso só em seis países signatários do BPR: Argentina, Brasil, México, Colômbia, Equador e Uruguai.

A pesquisa analisa como a incorporação de tecnologias de segurança impacta a saúde pública e a economia das nações. Entre os dispositivos veiculares apontados, ABS, controles de estabilidade e tração, airbags frontais, laterais e de cabeça, cintos de segurança, barras nas portas, encostos de cabeças e design para proteção de pedestres.

Dupla salvadora

Só o ESP - em conjunto com o ABS - poderia reduzir até 37 mil mortes no trânsito por ano. Já o aumento da disponibilidade de airbags frontais permitiria uma redução de 2.700 a 5.100 mortes anuais. As bolsas laterais e de cabeça poupariam mais 4 mil vidas.

No Brasil, ABS e airbags frontais são obrigatórios desde 2013. Neste ano, passou a vigorar a obrigatoriedade de controles de estabilidade e tração para todos os projetos novos - os modelos lançados antes terão até 2022 para se adequarem. Em muitos mercados da AL e Caribe, contudo, muitos modelos sequer recebem tais itens.

Veja como são feitos os testes do Latin NCAP

 

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