As irregularidades incluem taxa de adesão, venda de promessas, gatilhos psicológicos e comercialização de entrega futura sem a existência de um produto validado. O fundador e executivo-chefe da Lecar, Flávio Assis, admitiu ao site não ter o carro homologado e nem fábrica, mas "tudo está em desenvolvimento e nada é diferente do que comunicamos".
Em relação à instalação industrial em Sooretama (ES) assumiu novos atrasos, mas afirma que o processo tem avançado bem. As mudanças de planos, até agora, vão desde o aparente arrependimento (ou simples adiamento) de produzir um modelo elétrico tradicional (Lecar 459) até a troca do Rio Grande do Sul pelo Espírito Santo para a futura fábrica, além de apresentar uma picape batizada de Campo, no último Salão do Automóvel, na capital paulista, em novembro passado.
A maquete da picape sem motor, câmbio e suspensões até mostrou razoável apelo visual, embora tenha entrado no palco empurrado pelas rodas traseiras com auxílio de dois suportes sobre rodinhas. A previsão de momento é que as primeiras unidades saiam da linha de montagem de Sooretama (ES) em meados do próximo ano. Contudo, compradores precisam ser convencidos, entre outras garantias, sobre nomeação clara de uma rede de concessionárias.
Saiba mais:
Se já está difícil para fabricantes estabelecidos aqui há pelo menos sete décadas, imagina-se o que esperar da Lecar. Boa sorte.
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