O principal segmento do mercado brasileiro de veículos, o de automóveis e comerciais leves, deve ter mais um ano de crescimento morno nas vendas em 2026, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Esta associação reúne todas as concessionárias de automóveis, veículos comerciais, motocicletas, máquinas agrícolas e implementos rodoviários. Ao longo do ano passado, sua previsão para automóveis e comerciais leves, segmento que representa 94% do total de vendas, recebeu apenas uma revisão.
Estimativas da Fenabrave costumam ser bem calibradas. No último trimestre de 2025, revisou para baixo o resultado esperado para o ano depois que um vendaval destruiu a cobertura da fábrica de motores da Toyota, em Porto Feliz (SP). Sua previsão para veículos leves e pesados foi corrigida para 2,6% e o ano fechou com 2,1% de avanço, uma diferença de apenas 13 mil unidades.
Para 2026, as vendas devem avançar apenas 3%. Significam só mais 80 mil unidades para todos os segmentos, incluindo veículos pesados. O programa Carro Sustentável e uma discreta queda da taxa de juros Selic são insuficientes para mudar o humor dos compradores. Para o Banco Central trazer a inflação perto do centro da meta (3,5%) este ano, é necessária uma queda moderada dos juros - e assim será feito.
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Segundo Sergio Zonta, vice-presidente da federação das concessionárias, se o Marco Legal de Garantias for aplicado para valer em 2026, os juros de financiamento do Crédito Direto ao Consumidor (CDC) podem cair e auxiliariam a superar os 2,770 milhões de unidades previstas frente às 2,689 milhões do ano passado. Caso o programa Carro Sustentável passe a incluir modelos híbridos, também ajudaria a vender mais.
A previsão ainda está 30% abaixo do ano recordista de 2012.
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