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Ferrari elétrica tem mais de 1.000 cv

Primeira Ferrari elétrica da história aposta em design futurista, 1.050 cv e cinco lugares e visual que divide opiniões

por Nicole Santana

A primeira Ferrari elétrica finalmente foi revelada. A marca italiana apresentou oficialmente a inédita Ferrari Luce, seu primeiro carro 100% elétrico de produção. Só que bastou as imagens aparecerem para a internet entrar em debate.


Porque a grande pergunta nem é sobre desempenho. Até porque isso ela entrega de sobra. O ponto virou outro: isso ainda parece uma Ferrari?


A primeira Ferrari elétrica feita para quebrar padrões

A própria Ferrari admite que o projeto nasceu para ser disruptivo. O Luce foi desenvolvido fora dos padrões tradicionais da marca e, pela primeira vez, o design não ficou exclusivamente nas mãos do estúdio interno liderado por Flavio Manzoni.

O projeto contou com participação do coletivo criativo LoveFrom, liderado por Jony Ive e Marc Newson. Segundo a Ferrari, a ideia era trazer uma abordagem menos convencional para a nova linguagem visual e tecnológica do carro — especialmente na experiência interna e na interface digital.

E aí talvez esteja a explicação para o choque visual. O carro aposta em linhas extremamente limpas, superfícies suaves, áreas envidraçadas enormes e um visual quase minimalista. A Ferrari descreve o formato como uma “glass house”, algo próximo de uma cápsula futurista.


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Ao mesmo tempo, existem detalhes que tentam manter alguma conexão com o passado. As lanternas traseiras fazem referência à Ferrari 360 Modena e à Ferrari 458 Italia, por exemplo.


Uma Ferrari para até cinco ocupantes

O Luce não é um superesportivo compacto tradicional. São 5,02 metros de comprimento, praticamente dois metros de largura e quase 3 metros de entre-eixos.

Outro detalhe que ajuda a mudar completamente a proporção do carro são as rodas gigantescas. A Ferrari colocou rodas de 23 polegadas na dianteira e absurdas 24 polegadas na traseira, as maiores já usadas em um modelo de produção da marca.



Outra quebra de paradigma está no fato do Luce ser o primeiro carro da marca com cinco lugares reais.

Além disso, ela tem quatro portas e porta-malas de 597 litros, algo praticamente impensável alguns anos atrás dentro da marca.



Saiba mais:

O desempenho continua absurdo, como se espera de uma Ferrari

Se visualmente ela parece distante das Ferraris tradicionais, em números o Luce faz questão de lembrar de onde veio.

São quatro motores elétricos, um para cada roda, que entregam impressionantes 1.050 cv de potência. O conjunto precisa de apenas 2,5 segundos para atingir os 100 km/h e 6,8 segundos para alcançar a velocidade de 200 km/h. Já a velocidade máxima é de 310 km/h.



A autonomia também impressiona, pode chegar a 530 quilômetros pelo ciclo WLTP. A arquitetura elétrica funciona em 800 volts e utiliza uma bateria de 122 kWh, com recarga ultrarrápida de até 350 kW. Segundo a Ferrari, é possível recuperar 70 kWh em apenas 20 minutos em carregadores compatíveis.


A tecnologia embarcada parece coisa de carro-conceito

Talvez seja aqui que o Luce mais se distancia das Ferraris tradicionais. O interior parece um laboratório tecnológico. As telas OLED foram desenvolvidas pela Samsung Display e o carro mistura comandos físicos usinados em alumínio com superfícies digitais minimalistas.

A chave utiliza tecnologia E Ink, a mesma usada em leitores digitais, e o volante mantém o tradicional Manettino, mas agora acompanhado de um “e-Manettino”, responsável pelos modos elétricos.

O sistema de som também chama atenção. São 21 alto-falantes, 3.000 W de potência e cinco modos diferentes de experiência sonora.

Ainda no interior, a Ferrari sabia que um dos maiores medos dos fãs seria justamente a ausência do ronco. Então ela criou um sistema próprio que utiliza vibrações reais dos motores elétricos para gerar som dentro e fora do carro.

Segundo a marca, nada foi artificialmente “simulado” como acontece em alguns elétricos atuais. A ideia foi criar uma experiência sonora autêntica, mesmo sem um V8 ou V12 gritando atrás do motorista.



Segurança e dinâmica também entram em um novo nível

O Luce estreia uma série de tecnologias inéditas na Ferrari. Entre elas, suspensão ativa derivada da hipercarro F80, esterçamento das rodas traseiras e controle individual de torque em cada roda. Na prática, cada roda pode acelerar, frear e esterçar de forma independente.

O modelo também tem um pacote completo de assistências à condução, incluindo:



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