O Grande Panda brasileiro já tem nome e se chamará... Fiat Argo! A informação foi confirmada por Olivier François, CEO global da marca italiana, em entrevista para a publicação francesa Autos Infos.
Segundo a publicação, a decisão de manter a nomenclatura Argo nesse substituto do Argo atual é justificada justamente por esse ser um nome popular não só no Brasil, mas também em outros mercados da América Latina.
Para quem não se lembra, apesar do alcance, o nome Argo é bem recente e foi lançado junto da geração atual do hatch compacto, em 2017.
Até então, havia expectativas de que o novo Fiat poderia ser chamado de Uno. Ou até mesmo que o nome europeu seria usado também por aqui.

Conhecido inicialmente pelo nome de projeto F1H, esse novo Fiat Argo será uma variação local do europeu Grande Panda.
E assim como o modelo europeu, será baseado na mesma variação da base modular CMP, hoje conhecida como Smart Car dentro da Stellantis. Plataforma que já é usada por aqui nos Citroën C3, Aircross e Basalt.
Esse novo Argo será produzido na fábrica de Betim (MG) e tem lançamento previsto para este ano. E não custa nada lembrar que esse novo Argo dará origem, aqui no Brasil, a uma nova família de produtos, que substituirão os atuais Fastback e a picape Strada.
Ainda segundo a Auto Infos, o "nosso" compacto também será comercializado em mercados da África e do Oriente Médio.
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No ano passado, a equipe do WM1 esteve na Itália para conhecer de perto o Fiat Grande Panda.
O compacto surpreendeu pelo apelo descolado no interior - mesmo sem luxo, impressiona com grande variação de cores e texturas - e pela lista de equipamentos bem recheada para o padrão brasileiro de um veículo de entrada.
Para o novo Argo, podemos esperar algumas diferenças importantes, com uma simplificação para posicionar o modelo no segmento de entrada do nosso mercado - menos sofisticado e mais sensível ao preço que o europeu -, e também para eliminar detalhes polêmicos, como o nome do carro estampado na chapa das portas laterais e o "Fiat" na tampa do porta-malas.
Ou seja: deve rolar com o novo Argo o mesmo que aconteceu em relação ao nosso C3: embora até seja um automóvel semelhante ao europeu e ambos compartilhem a mesma base, o compacto feito em Porto Real (RJ) é claramente menos sofisticado.
Outra diferença entre o Grande Panda e o novo Argo será na motorização, que trocará os antigos propulsores de origem PSA usados no Fiat europeu pelos motores da família Firefly.
Seguindo aquela velha fórmula dos carros de entrada brasileiros, o novo Argo não deve matar o "velho" Argo - que deverá continuar em linha em suas versões mais acessíveis, servindo de ponte entre o subcompacto Mobi e o novo compacto.
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