Emissões de CO2 ou gás carbônico preocupam hoje o mundo todo, pois afetam atividades humanas e principalmente os meios de transporte, em especial os veículos motorizados terrestres. Quatro Rodas, uma das primeiras revistas especializadas em automóveis, lançada em 1960, e com essa responsabilidade organizou esta semana o Fórum Direções. Bastante interessante, educativo e produtivo.
Reuniu nomes relevantes para abordar essas questões com repercussão no clima do planeta. Discutiram-se caminhos para neutralizar o problema por meio de novas tecnologias, processos e legislações. Sem deixar de lado a importância da sustentabilidade, discutiram-se viabilidades para a indústria, o mercado e os consumidores. A seguir, resumo alguns dos temas e sugestões.
As mudanças na parte dianteira da picape média importada da Argentina foram as maiores desde seu lançamento, em fevereiro de 2010, mas na realidade não houve troca de geração. Depois de 14 anos no mercado, poderia ter recebido algo mais profundo.
No entanto, para-choque, capô e para-lamas são novos, o que deixou o conjunto mais saliente. Destaca-se ainda uma faixa de luz de LED na grade unindo os faróis, também de LED. Herdou do Nivus os faróis de neblina. Recebeu também novo para-choque traseiro, lanternas de fundo escurecido e rodas redesenhadas de 20 polegadas. E cresceu 9 cm no comprimento total.
No interior, além dos airbags de cabeça, destaca-se o Safer Tag, um assistente passivo de segurança colocado no topo do painel. Serve para alertar o motorista para situações de risco como saída de faixa, colisão frontal, proximidade de pedestres e ciclistas, porém sem atuação ativa.
A Amarok continua a se destacar entre suas sete concorrentes diretas pelo volume da caçamba, de 1.280 litros, e pela capacidade de carga, de 1.104 quilos. Além disso, permanece como picape média a diesel mais potente graças ao motor V6 turbo 3.0 litros, 258 cv (na função de sobrepressão até 272 cv durante 10 segundos, após 5 segundos volta a ficar disponível) e 59,1 kgf.m. A aceleração de zero a 100 km/h ocorre em apenas oito segundos e velocidade máxima é de 190 km/h. A tração é nas quatro rodas, sob demanda.
A garantia subiu para cinco anos. Os preços anteriores foram mantidos no ano/modelo 2025: R$ 309.990 na configuração de entrada Comfortline, R$ 328.990 na intermediária Highline e R$ 350.990 na de topo Extreme.
Provavelmente animados com a produção em futuro próximo de marcas chinesas de automóveis no Brasil — GWM, BYD, além do interesse já demonstrado por Neta Auto e mais recentemente por Omoda e Jaecoo, submarcas da Chery — fabricantes de pneus chineses estudam construir fábricas no Brasil.
Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, há interesse das chinesas Sailun Tire e LingLong, além do grupo brasileiro Sunset Tires - que tem ligações com fabricantes do Leste asiático. O montante estimado de investimentos pode atingir R$ 4,5 bilhões. Há estimativas de se criarem 4.700 empregos diretos.
Segundo a Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (ANIP), o setor emprega 32 mil funcionários em 21 fábricas. O mercado brasileiro é relevante, com uma frota circulante (real) de 47 milhões de veículos leves e pesados. A comercialização de pneus de reposição já é dominada em 59% por importações taxadas com alíquotas baixas (16%).
Fabricantes aqui já instalados de marcas renomadas continuam a lançar novos produtos. A alemã Continental acaba de apresentar a nova linha UltraContact, para aros de 14 a 19 polegadas, com 10 opções de medidas e garantia de até 80 mil quilômetros.
Considerando a média brasileira de 13 mil quilômetros por ano, os motoristas de automóveis poderiam rodar pouco mais seis anos, se cuidarem bem dos pneus.
A americana Goodyear fez, nessa semana, cinco lançamentos. Destaque para o Eagle F1 Asymmetric 6 para automóveis de maior desempenho com foco em aderência e menor emissão de ruídos para aros de 17 a 22 polegadas. Utilitários esporte e picapes passam a contar com os Wrangler Duratrack (uso misto) e Boulder MT (focado no fora de estrada).
Já a italiana Pirelli mirou em veículos de altíssimo desempenho: apresentou o P Zero™ Trofeo RS, de perfil ultrabaixo e para pista seca, no Festival Interlagos.
O SUV da Renault chegou ao mercado em 2011. Poucos lembram que foi a primeira resposta ao sucesso crescente do Ford Ecosport, lançado em 2003 e que, ano após ano, foi conquistando mais clientes para o segmento de SUVs, hoje o principal e não só aqui.
O modelo francês é, hoje, o veterano do segmento dos SUVs compactos. A segunda geração, lançada em 2020, avançou em segurança passiva e retoques de estilo. Sempre se destacou pela acomodação interna e pelo ótimo porta-malas (475 litros/VDA), mas faltava um conjunto de motor e câmbio atualizado e potente.
Embora restrito à versão de topo Iconic Plus, o motor 1.3 litro, turbo e flex, deu outra vida ao carro. Manteve a tradicional configuração de quatro cilindros (ainda destacadamente mais suave e silencioso que um três cilindros), e oferece potência de 170 cv (E)/162 cv (G) e torque de 27,5 kgf.m, mais do que suficiente para garantir um desempenho muito bom e consumo bem razoável.
Tudo harmonizado com o câmbio automático CVT de oito marchas reais e não "simuladas”" como se costuma dizer de modo impreciso. A aceleração de
zero a 100 km/h é feita em 9,2 s (dado de fábrica) e mostra agilidade e capacidade de recuperação típica de motores turbo.
Os R$ 160.690, na versão avaliada Outsider, fogem da proposta central de preço competitivo, porém chama atenção principalmente pelas rodas de 17 polegadas com acabamento diamantado escurecido.
No interior, destaque para espelhamento de celulares Android e Apple, sem fio, carregador por indução e duas portas USB para o banco traseiro. Os seis airbags o colocam dentro de um bom padrão de segurança passiva. Com 2,67 metros de entre-eixos, quem viaja no banco traseiro tem bom espaço para ombros, pernas e cabeças. Faltam, entretanto, saídas de ar-condicionado atrás.