Continua cada vez mais acirrada a concorrência chinesa no Brasil. E a estratégia é seguir as melhores práticas de marketing, a exemplo da Geely, que acaba de inaugurar sua primeira concessionária "de referência" (flagship) em São Paulo (SP). Faz parte do Grupo Itavema e além de um salão de vendas diferenciado, vai procurar atender conceitos emocionais dos interessados. A marca confirmou que pretende aumentar a sua rede nacional para 40 concessionárias e lançar o SUV híbrido plugável EX5 EM-i, inicialmente importado. No segundo semestre de 2026, está prevista a montagem deste modelo na fábrica da Renault, em São José dos Pinhais (PR), já de acordo com a regulamentação do programa federal Mover, publicada no último dia 22.
A Geely adquiriu 26,4% da filial brasileira da Renault. No exterior, Renault e Geely são sócias igualitárias da Horse (45% cada), juntamente com a petrolífera Aramco (10%), para desenvolver motores a combustão e híbridos. Ampere é a subsidiária da marca francesa exclusiva para elétricos.
A Geely estabeleceu a meta de produzir 6,5 milhões de unidades por ano até 2030, que a colocaria no quinto lugar no mercado mundial, ao somar todas as 10 marcas em que detém propriedade: Volvo, Polestar, Lotus, Zeekr, Link & Co, Proton, LEVC, Farizon, Geometry e Geely Galaxy. Agora é o sétimo maior grupo mundial, com 4,5 milhões de unidades vendidas no ano passado.
Atualmente, há 14 marcas chinesas atuantes no País. É o quinto maior mercado para os chineses, atrás do México, Rússia, Emirados Árabes Unidos e Reino Unido, nesta ordem decrescente, segundo a agência de notícias britânica Reuters.
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