As principais metas serão alcançar vendas globais superiores a 6,5 milhões de veículos (carros de passeio mais veículos comerciais), obter uma receita superior a 1 trilhão de yuans (143,7 bilhões de dólares) e figurar entre as cinco maiores montadoras globais em vendas.
Além disso, pretende atingir uma taxa de penetração de veículos de nova energia de 75%, com as vendas fora da China representando mais de um terço do total anual. Para chegar nesses resultados, a Geely pretende desenvolver arquiteturas de nova energia de classe mundial, que vão contemplar modelos das classes "A" até a "E", que reduzam o ciclo médio de pesquisa e desenvolvimento e o custo total por modelo em mais de 30%.
Desta forma, a marca poderá lançar novos modelos com mais rapídez e acelerar a ampliação de seu portfólio em cada um dos países onde estiver atuando.
Em 2026, a Geely - que celebrará seu 40º aniversário - entrará em uma nova fase de desenvolvimento. Os próximos cinco anos serão cruciais para que a marca alcance três grandes objetivos estratégicos: a transição da competitividade na fabricação de produtos para a competitividade em serviços de ecossistema; da competitividade baseada em escala e custo para a tecnologia verde e inteligente; e da operação independente de cada marca para uma profunda colaboração global.
Como são os dois modelos Geely vendidos no Brasil
No mercado brasileiro, a Geely ainda é uma montadora recente. Mas chegou ao país já com uma estratégia alinhada ao seu posicionamento global, focada em veículos eletrificados e tecnologia própria.Atualmente, a marca atua no Brasil com apenas dois modelos disponíveis. Enquanto oo EX2 é um elétrico urbano de entrada que prioriza eficiência, praticidade e custo-benefício, o EX5 é um SUV médio 100% elétrico para quem busca tecnologia, desempenho e espaço.
O EX2 foi apresentado em novembro do ano passado. É a porta de entrada da marca no Brasil. O hatch é oferecido em duas versões, Pro e Max, com preços de R$ 119.990 e R$ 135.100, respectivamente.
O conjunto mecânico é composto por um motor elétrico traseiro - é o único do segmento com essa configuração -, que gera 116 cv de potência e 15,3 kgfm de torque. A aceleração de zero a 100 km/h é feita em 10,2 segundos e a bateria LFP de 39,4 kWh promete autonomia de até 289 quilômetros no ciclo do Inmetro.
O EX2 tem 4,13 metros de comprimento e 2,65 metros de entre-eixos. O porta-malas tem capacidade para 375 litros, e há um bagageiro dianteiro para mais 70 litros. Apesar das dimensões compactas, o EX2 exibe bom aproveitamento de espaço.
O design segue o conceito da proporção áurea, com linhas equilibradas e visual urbano sofisticado, enquanto o interior exibe painel digital de 8,8 polegadas, central multimídia de 14,6 polegadas, conectividade avançada e iluminação ambiente configurável.
Já o EX5 foi lançado antes, em julho do ano passado. Construído com a arquitetura elétrica Global Intelligent Electric Architecture (GEA), é vendido em duas versões, Pro e Max, com preços de R$ 205.800 e R$ 225.800, respectivamente.
O motor elétrico tem 218 cv de potência e 32,6 kgfm de torque. O modelo acelera de zero a 100 km/h em até 6,9 segundos, e com a bateria de 60,2 kWh promete autonomia de até 413 quilômetros, segundo o Inmetro.
Com 4,61 m de comprimento, 2,75 m de entre-eixos e porta-malas com capacidade para 461 litros, o EX5 exibe design aerodinâmico, com linhas fluidas e maçanetas embutidas. E o interior oferece espaço e tecnologia - tem painel digital de 10,2 polegadas, central multimídia de 15,4 polegadas, assistente de voz, conectividade 4G e atualizações remotas.
* colaborou Nicole Santana
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