A Comgás, maior distribuidora de gás encanado da América Latina, reduziu em 26% a tarifa do gás natural veicular (GNV) distribuído para os postos de combustíveis em sua área de atuação em São Paulo. A redução, na prática, significa que o metro cúbico poderá ficar R$ 1 mais barato. Pode parece pouco - e é mesmo -, mas para quem usa GNV direto para rodar, caso de muitos motoristas de aplicativo, a redução pode fazer uma boa diferença no final do mês.
A redução no preço foi aprovada pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp), e reflete as variações do custo do petróleo e da taxa de câmbio, além do reajuste das margens de distribuição pela inflação.
Contudo, vale destacar que o preço do combustível nos postos de abastecimento é definido pelos próprios estabelecimentos, que podem repassar ou absorver integral ou parcialmente os reajustes na revenda ao consumidor.

O uso do GNV em veículos leves pode gerar uma economia de até 60% na comparação com o uso de combustívei líquidos, dependendo da região. Em carros de passeio, pode inclusive atingir o dobro de rendimento do etanol.
Por exemplo, enquanto automóveis movidos a GNV rodam em média 14 quilômetros com um metro cúbico, os movidos a etanol rodam, em média, apenas sete quilômetros por litro, enquanto os que usam gasolina rodam 10 quilômetros por litro, em média.
No final das contas, a economia para quem usa GNV e roda uma média de 5 mil quilômetros por mês pode chegar a R$1.600 no período, também dependendo da região. Já no caso de veículos pesados movidos a diesel, o uso do GNV pode implicar em redução de até 20% no custo por quilômetro rodado.
Nos últimos anos, aliás, várias empresas frotistas têm instalado postos de abastecimento de GNV dentro de suas próprias bases. Com isso, conseguem obter entre 40% a 50% de economia nos gatos com combustível, em comparação aos abastecimentos com diesel em postos convencionais.
Se o uso do GNV ainda gera algumas polêmicas sobre seus efeitos nos motores a longo prazo, os benefícios ambientais são inquestionáveis. O uso do GNV pode reduzir em até 90% a geração de poluentes locais e de material particulado, que geram poluição por partículas, na comparação com o diesel. Além disso, o GNV gera a possibilidade de redução de até 20% da emissão de um dos principais gases de efeito estufa, o dióxido de carbono (CO²), também em comparação ao diesel (média de acordo com o GHG Protocol).
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