Hoje os scooters vivem dias de glória, mas houve um tempo em que eram o patinho feio do mercado de duas rodas. Em 2010, os scooters respondiam por 19,1% das vendas de veículos de duas rodas no país.
Essa participação cresceu progressivamente até "explodir" em 2016, quando chegou a 34,6%. De lá para cá, a participação estabilizou na faixa dos 33% - e os scooters só ficam atrás das motos "urbanas", as city/street.
E não por acaso a Honda acaba de comemorar a marca de 500 mil scooters produzidos na fábrica de Manaus (AM). A líder do mercado brasileiro é uma das que têm apostado forte no segmento - hoje estão em suas fileiras os modelos Elite 125, PXC 160, Forza 350, ADV 150 e X-ADV 750.
Mas, se puxarmos pela memória, lembramos que antes vieram outros, como o Lead 110, em 2009 e que foi um best-seller. E também o SH 300i, em 2016, e o SH 150i, em 2017. Mas ambos não foram lá muito bem de vendas.
E muito antes disso, lá na década de 90, a Honda vendeu por aqui o simpático CH 125 Spacy. Mas era uma época em os brasileiros não davam muita bola para scooters.

O X-ADV 750, aliás, não é exatamente um scooter. Para ser scooter, pela classificação da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas e similares (Abraciclo), o veículo deve ter duas rodas, transmissão continuamente variável (CVT) e o piloto deve conduzi-lo sentado, e não montado - como em uma moto. O X-ADV 750 tem câmbio automatizado CVT. Enfim...
Hoje tudo é diferente. O segmento de scooters é o que mais cresce em emplacamentos no país. No ano passado, foram cerca de 70 mil unidades comercializadas só pela Honda, e 120 mil em todo mercado.
Os motivos são óbvios: os scooters se tornaram veículos realmente confiáveis e robustos o suficiente para aguentar nossas ruas esburacadas, e além disso são práticos, ágeis e econômicos.
Quer mais? Atendem às demandas urbanas de um público bem amplo - jovens ou nem tanto, homens e mulheres, motociclistas novatos e experientes.
"As scooters estão redefinindo a mobilidade urbana brasileira. O veículo ocupa menos espaço, é amistoso, versátil e econômico: um exemplo de mobilidade", valoriza Marcelo Langrafe, diretor comercial da Moto Honda e CRM da Honda South America.