Honda CB 1000R: a clássica da nova geração

Com estilo moderno, moto chega ao Brasil no ano que vem com genes de modelos antigos e força para ser inesquecível

  1. Home
  2. Notícias
  3. Honda CB 1000R: a clássica da nova geração
Redação WM1
Compartilhar
    • whats icon
    • bookmark icon

Ainda me lembro do meu vizinho falando sobre aquela antiga Sete Galo que sempre passava rasgando as ruas da vizinhança. “Era do cara que morava na rua de cima, dava para ouvir ele ligando, passando a primeira e saindo rasgando aqui de casa”, ele comenta até hoje, com voz saudosa. A Honda CBX 750 (vendida no brasil de 1986 a 1994) marcou uma geração por ser agressiva, imponente, importada e desejável por qualquer ser normal que ame as duas rodas.

Eu entendi um pouco o sentimento daquele vizinho, sempre cheirando a óleo dois tempos, quando subi na nova CB 1000R, um dos principais lançamentos da Honda para 2019, num teste ride de aproximadamente 150 km, entre Roma e a pequena cidade de Sovana, na Toscana

icon photo
Legenda: Honda CB 1000R
Crédito: Gustavo Epifanio

Com tanque largo, guidão alto, um painel arrebatador e um tipo de motor que, para ser sincero, eu não via numa Honda há tempos, a naked tem tudo para se tornar a moto clássica da geração X.

Começando, então, pelo tal motor. São 998 cc dentro de um quatro cilindros (lembra da Sete Galo?) de quatro válvulas. Ali, 145 cv estão prontos para surgir a 10.500 rpm, empurrados por um torque forte de 10,6 kgf.m, a 8.250 rpm. Apesar de alto, esse torque está bem distribuído e não assusta – o que é padrão nas motos da marca. Porém, essa Honda parece esconder uma alma revolta. Girar o acelerador eletrônico é como mergulhar num mar de adrenalina. A CB1000R oferece muita força em todas as marchas o que favorece duas coisas: poucas trocas de marcha e muita diversão em altos giros.

 Honda CB 1000R
Legenda: Honda CB 1000R
Crédito: Divulgação

Para ajudar, há quatro modos de pilotagem: Rain, Standard, Sport e User. A potência não muda com eles, mas há alterações eletrônicas no controle de tração, distribuição de potência e freio-motor. Você já deve imaginar o que cada um faz, mas o que você não sabe é que até mesmo no modo de chuva a Honda é divertida, forte e imponente, com um ronco grosso e metálico (de novo a história daquela velha conhecida do meu vizinho).

A facilidade de tocar com o câmbio de manteiga da Honda não mudou. E o guidão largo, feito em alumínio, junto a uma boa distribuição de peso fazem da CB1000R uma moto simples de ser entendida. São 212 kg, com o belo tanque em formato de gota de 16,2 litros cheio. Todos muito bem distribuídos pelo chassi que mistura aço e alumínio.

Por falar em tanque, há a questão do design da nova linha Neo Sports Café da Honda (na qual entra, também, a nova CB 650R). Aqui é preciso fazer um ponto. A Honda acertou exatamente no que deveria fazer, principalmente quando se tem uma concorrente que não tem medo de ousar no desenho de suas motos como a Yamaha.

 Honda CB 1000R
Legenda: Honda CB 1000R
Crédito: Gustavo Epifanio

A CB 1000R esbanja estilo. Há uma pequena variedade de cores muito bem definida (e, na minha opinião, o tanque cinza fosco é o mais bonito) que acompanham uma rabeta estreita. Há LEDs no farol e nas lanternas e todo o desenho ergonômico deixam pilotos de qualquer tamanho bem acomodados – eu, no caso, tenho 1,87. As pedaleiras estão bem colocadas e não cansam mesmo os que têm pernas mais longas, permitindo, também, entradas mais fortes em curvas, com inclinações ousadas cheias de torque nas saídas.

Na hora de pilotar a Honda é cortês como manda o manual da marca. Transições rápidas, curvas podem ser atacadas com força mesmo pelos menos experientes e muito controle na roda traseira, oferecidos, claro, pelos controles eletrônicos que citei antes. Seu banco largo é confortável, mas é terrível para quem anda na garupa. E, claro, como toda naked, há aquele probleminha chato do cansaço nos braços por conta do vento direto no peito em viagens mais longas.

icon photo
Legenda: Honda CB 1000R
Crédito: Gustavo Epifanio

De acordo com o chefe de projeto da moto, S. Uchida, “a CB 1000R mostra a intenção da Honda de olhar sempre para o futuro e assumir o papel de inspirar”. E, dessa vez, é verdade. Ao contrário da antiga CB 1000R, essa moto inspira e instiga. Mas, principalmente, ela me faz pensar o porquê do meu vizinho sempre falar com água na boca sobre aquela antiga 750. No fim da conversa ele me disse “uma vez tive a oportunidade de acelerar essa moto e foi inesquecível, desde o contato com a chave ao primeiro sussurro do motor”. Eu senti o mesmo.

Informações de Ícaro Bedani, de Milão, Itália

Viagem feita a convite da Honda  

Comentários

Ofertas Relacionadas

logo Webmotors