Honda começa eletrificação com Accord híbrido

Primeiro modelo do tipo da marca no país, sedã médio-grande combina motor a combustão com dois elétricos

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Fernando Miragaya
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A ofensiva eletrificada da Honda no Brasil começa com o lançamento do Accord e:HEV. A marca, que promete três híbridos para o país até 2023 e que quer 2/3 de seu portfólio global eletrificado até 2030, apresenta o renovado sedã-médio em versão única e que combina motor a combustão com dois elétricos.

Honda Accord Híbrido (15)
Accord Híbrido é o primeiro modelo do tipo no Brasil a usar o sistema e:HEV

O sistema do Accord híbrido - que só chega para valer no segundo semestre -, chamado de e:HEV, traz três modos de propulsão e até opções de desaceleração. No caso das duas unidades elétricas, uma funciona como gerador e outra traciona diretamente as rodas . O câmbio é automático do tipo CVT.

O Accord híbrido pode "andar" sob três formas distintas. As ecologicamente corretas começam pela EV Drive, na qual o sedã funciona como um elétrico puro. As baterias fornecem energia para o propulsor elétrico tracionar o automóvel. Segundo a Honda, essa unidade gera 184 cv de potência e 32,1 kgf.m de torque.

Outro modo é o Hybrid Drive. Como o próprio nome sugere, ele combina combustão e elétrico. A diferença aqui é que o motor de ciclo Atkinson, com 145 cv e 17,8 kgf.m, não movimenta diretamente as rodas. Ele fornece energia para o motor gerador alimentar as baterias, que vão gerar força para o outro elétrico já citado tracionar o sedã.

Nesses dois modos, a engenharia da Honda destaca que não há qualquer conexão mecânica entre os motores. E que em nenhum momento a unidade a gasolina atua na tração das rodas, ao contrário dos sistemas híbridos mais tradicionais, onde há uma alternância de combustão e elétrico para movimentar diretamente o carro.

Obviamente, há o modo raiz, puramente a combustão. No Engine Drive, um sistema de embreagens faz com que o motor a gasolina movimente diretamente o Accord, aí sem qualquer participação dos elétricos. O sistema é acoplado pelo chamado Overdrive Clutch.

Segundo Mauricio Correa, diretor de desenvolvimento da Honda, é como se fosse um sistema de câmbio de marcha única. A conexão é básica: motor a combustão, embreagem, diferencial e rodas. O fabricante ressalta que esse modo entra em ação só em velocidades de cruzeiro.

Mas por que? Justamente porque o motor a combustão, nessas condições, está no seu melhor momento de eficiência. Deixar o elétrico atuando em velocidades altas, de acordo com os engenheiros da Honda, demandaria muita energia.

Com qual freio eu vou?

Honda Accord Híbrido (31)
Sedã médio-grande inicia as vendas para valer só no segundo semestre
Crédito: Divulgação

Ainda de acordo com a engenharia da Honda, a alternância nos modos de propulsão do Accord híbrido são imperceptíveis para o motorista na maior parte das vezes. Além disso, o sedã oferece quatro modos de desaceleração através de um seletor no volante.

Os níveis de desaceleração funcionam como um freio motor (e para recuperação de energia para as baterias) e atuam quando o motorista retira o pé do pedal da direita. A força da desaceleração vai de "baixa" no modo Sport até mais otimizada, no modo Econ - esses dois estágios extremos  também atuam na aceleração do Accord híbrido.

Com este conjunto, o Accord híbrido promete médias de consumo de 17,6 km/l na cidade e de 17,1 km/l, na estrada. Os números seguem os padrões de aferição do Inmetro para o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV).

Banho de loja

Para pontuar a novidade híbrida, este Accord de 10ª geração recebe aquele famoso facelift de meia vida. O modelo adota para-choque e grade frontal redesenhados e com estilo mais horizontalizado. Os faróis de neblina de LEDs também mudaram.

As rodas com aros de 17" são novas e têm acabamento escurecido. Na traseira, para-choque remodelado e, na tampa traseira, o logo e:HEV.

Em equipamentos, a central multimídia do Accord híbrido permite agora conectividade sem fio com Apple CarPlay e Android Auto. O modelo também oferece carregador por indução mais potente, com 15 Watts, e duas saídas USB adicionais para o banco traseiro.

Aquela mãozinha

Accord Híbrido chega reestilizado com grade redesenhada e novos faróis de neblina de LEDs

O sedã mantém o pacote de itens de auxílio ao motorista, chamado de Honda Sensing - que a marca promete propagar em toda a sua linha no Brasil. Segundo o fabricante, esses equipamentos - como o assistente de permanência em faixa e o controle de cruzeiro adaptativo - foram aprimorados.

Ainda receberam o reforço do Low Speed Braking Control, que ativa o freio em manobras de baixa velocidade, caso o sistema detecte um veículo ou pedestre. O Accord híbrido ainda é vendido com alerta de colisão, frenagem autônoma de emergência, entre outros.

Ainda na segurança, além dos oito airbags (há bolsas para os joelhos do motorista e também do carona), sensores de pneus e controles de estabilidade e de tração, o sedã traz alerta de uso do banco traseiro, que emite um aviso ao condutor, caso as portas traseiras tenham sido abertas antes de a viagem começar.

As vendas do Accord híbrido começam entre julho e agosto deste ano, mas a marca não adiantou preços. Não espere por nada menos que R$ 300 mil - a versão anterior, com 2.0 turbo, custava R$ 262.800. O sistema e:HEV também estará disponível em versões da segunda geração do HR-V, prevista para 2022, e no próximo CR-V.

Accord Híbrido tem novas rodas e até modos de desaceleração
Crédito: Divulgação
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