A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgou nesta sexta-feira (7) os resultados do setor no mês de maio. No período, foram produzidos 166,7 mil automóveis de passeio e comerciais leves.
Esse número representa uma retração de 24,9% na comparação com abril, e um recuo de 26,8% em relação ao mesmo mês de 2023, quando a indústria automobilística produziu 227,9 mil veículos.
O resultado negativo em maio afetou o desempenho do setor no acumulado do ano, que vinha registrando números positivos nos últimos meses. Entre janeiro e maio, a produção foi de 926,8 mil veículos. Queda de 1,7% na comparação com o mesmo período de 2024.
Segundo a Anfavea, a catástrofe no Rio Grande do Sul, que afetaram a produção de vários fornecedores de componentes localizados no estado, é apenas um dos fatores que explicam a desaceleração da indústria em maio.
Os números do setor também foram impactados por greves - a fábrica da Renault em São José dos Pinhais (PR) ficou parada por quase um mês - e a operação-padrão dos funcionários do Ibama e do Ministério de Agricultura e Pecuária (MAPA), que além de atrasar a liberação de carros importados, também impacta negativamente a liberação de componentes vindos do exterior.

Outro ponto de peso no balanço foi a queda no volume de automóveis brasileiros exportados. Foram 26,8 mil unidades em maio. Queda de 2,1% na comparação com o volume de abril, que já era considerado baixo pela Anfavea. Na comparação com o mesmo mês de 2023, a retração é ainda mais significativa: 41,4%.
A associação dos fabricantes explica que esses números são reflexo do desaquecimento em outros mercados da América do Sul - o principal destino das exportações brasileiras - e o crescimento da concorrência asiática nesses mesmos países.