Quem conhece a história do automóvel no Brasil - ou curte uma boa lasanha - sabe que os carros já foram desprovidos até mesmo de itens de série hoje básicos, como direção assistida e espelho retrovisor externo do lado direito.
Mas a verdade é que estamos ficando mal acostumados. Hoje não dá para chamar de completo um automóvel por ter apenas central multimídia e ar-condicionado. No máximo, é um carro dotado daquele "kit dignidade" que todo mundo espera ver em um zero-quilômetro.
Dito isso, confira a seguir uma seleção de itens de série que eu gostaria muito que saíssem daquela lista de diferenciais competitivos e se transformassem em equipamentos do kit dignidade. Confira e veja se você concorda.
Nada melhor do que entrar em um automóvel e selecionar uma temperatura para a cabine sem precisar se preocupar em mexer continuamente no seletor de temperatura ou na velocidade do ventilador para evitar que a o interior esfrie demais. Ou de menos.
Não que seja um desastre ter um carro com o ar-condicionado convencional. Afinal, ter alguma coisa é melhor do que não ter nada. Mas, para mim, já é um padrão entrar em um veículo com a climatização mais inteligente e acionar o modo automático do sistema.
Esse é um item que facilita muito a vida. Nada melhor do que chegar perto do carro com uma sacola de compras - ou uma criança no colo - e saber que não é necessário vasculhar os bolsos em busca da chave do automóvel.
Para falar a verdade, gosto mesmo daquele sistema encontrado normalmente nos automóveis mais caros, em que basta encostar a mão nas maçanetas para destravar as portas. Mas o tipo mais simples, com o botão na maçaneta, já quebra um galho. E que galho!
A posição correta de guiar é fundamental para dirigir de maneira mais segura e confortável. Mas com a coluna fixa - ou apenas com o ajuste de altura - a única forma de fazer aquele ajuste fino é mexendo na altura e distância do assento.
Algo que está longe de ser uma solução ideal, já que pode te colocar guiando mais alto ou mais baixo - ou mais distante dos pedais - do que gostaria. Por isso mesmo, um brinde a que inventou o ajuste de altura e profundidade do volante!
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Sou um daqueles motoristas que ainda não confiam o suficiente nos assistentes inteligentes de direção dos pacotes ADAS. Uso itens como o controlador adaptativo de velocidade e o assistente de manutenção em faixa mais por um dever de ofício do que por curtir a experiência da eletrônica cuidando da condução para mim.
Mas há um item que faz parte dos pacotes ADAS que deveria ser de série em todos os automóveis: o sistema de frenagem automática de emergência. Justamente por se antecipar às reações do motorista, é um item utilíssimo nas entradas de rotatória ou naqueles momentos em que o motorista do carro à frente resolve frear do nada.
Sou daqueles que entra pela primeira vez em um carro de teste e já faz questão de espelhar o smartphone na tela da multimídia. Mas confesso que é uma decepção quanto a única forma de botar o celular na tela central do veículo é usando um cabo USB.
Pode parecer um item banal. Mas mesmo alguns modelos nacionais não têm opção de espelhamento sem fio. E alguns importados lançados recentemente nem tem a opção do espelhamento via Android Auto ou Apple CarPlay. Com ou sem o cabo USB.
Não é nem uma questão de direção esportiva, mas de praticidade. Mais conhecidas pelo apelido borboleta, as aletas de troca de marcha no volante são bem úteis quando você está em uma descida de serra.
No lugar de ter que tirar as mãos do volante para reduzir as marchas na alavanca do câmbio automático, você pode simplesmente usar as aletas para reduzir ou subir as marchas e fazer a modulação do freio-motor.
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