Janeiro começou morno em vendas no mercado interno

O colunista Fernando Calmon analisa o início do ano do mercado e aponta as projeções para 2026

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Fernando Calmon
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Segundo balanço de mercado da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), foram comercializados 170,5 mil veículos leves e pesados no primeiro mês do ano, ou 0,4% a menos que janeiro de 2025. O resultado representou uma queda pequena, embora janeiro de 2026 tivesse um dia útil a menos sobre o mesmo mês do ano passado.

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    As vendas de automóveis cresceram 1,4% e as de comerciais leves (basicamente picapes) avançaram um pouco mais, 3%. Em um ano de eleições nacionais a comercialização desses dois segmentos (95% do total) é mais difícil de prever, embora a entidade que representa a indústria automobilística pretenda fazer revisões trimestrais.

    As vendas de veículos leves e pesados atingiram 260.700 unidades no mês passado
    Em janeiro a média diária de vendas de carros de passeio e comerciais leves no Brasil foi de 8.100 unidades unidades
    Crédito: Divulgação
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    A média diária de vendas, de 8.100 unidades, subiu quase 4% em relação a janeiro de 2025, resultado um pouco acima do que tanto Anfavea (mais 2,6%) quanto Fenabrave (mais 3%) prevêem para 2026. Assim, ao longo dos próximos meses deverá haver uma acomodação.

    Os níveis de estoques subiram de 37 dias em dezembro para 57 dias em janeiro. No entanto, os veículos de fabricação nacional têm apenas 29 dias de estoque, enquanto os importados têm nada menos que 172 dias.

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      É fácil explicar esta enorme diferença. Ao cruzar os registros de importações com os emplacamentos, a distorção aparece em razão de uma única empresa, a BYD. No ano passado a marca chinesa importou milhares de carros elétricos em navios ro-ro de última geração para aproveitar o imposto de importação mais baixo que os 35% em vigor desde janeiro de 1995. Tardiamente o Governo Federal deu-se conta da manobra e ficou por isso mesmo. A benesse, entretanto, já acabou. Todavia seus feitos vão se estender ainda ao longo de 2026.

      No ano passado a BYD importou milhares de carros elétricos para aproveitar o imposto de importação mais baixo
      Crédito: Divulgação
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      Apesar dos acordos do Mercosul, a Argentina (13.400 veículos) perdeu pela primeira vez para a China (16.400 unidades) como principal fornecedor externo para o mercado brasileiro, em janeiro último. O vizinho do Sul recebe muito mais carros do Brasil do que enviou para cá. No caso da China nenhum carro brasileiro segue para lá, obviamente, mas as portas continuam abertas aqui para 14 marcas chinesas.

      Essa situação de desequilíbrio começa a melhorar este ano, porém com índice de conteúdo local extremamente baixo. A GWM saiu na frente, mas a BYD vai mudar o cenário em 2026 (no início com unidades importadas semidesmontadas). Em janeiro, esta foi a repartição das vendas: gasolina, 3,8%; elétrico, 5,1%; híbrido, 6,7%; híbrido plugável, 5,1%; diesel,

      11,7%; flex, 67,7%.

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