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“Lei seca” completa 15 anos no Brasil

Queda no número de acidentes fatais no trânsito brasileiro mostra que a lei é um grande sucesso

por Fernando Calmon

A chamada “Lei Seca”, que reduziu a praticamente nada a quantidade de bebida alcoólica que pode ser ingerida, antes de o motorista assumir o volante, completou 15 anos em junho último e os resultados apareceram na forma de diminuição do número de acidentes fatais.
O Brasil não está sozinho nessa restrição. Entres os países com maior índice de motorização, o Japão é um exemplo. Mas há outros, sem contar aqueles que já proíbem por motivos religiosos: Eslováquia, Hungria, Marrocos, República Tcheca, Romênia, Paraguai e Uruguai. No entanto, os demais países toleram diferentes índices de alcoolemia.

Lei Seca

O Observatório Nacional de Segurança Veicular organizou um webinar sobre o assunto, no final de novembro. Entre as propostas apresentadas está a de transformar em crime continuar conduzindo com a habilitação suspensa ou cassada ao ser reprovado no teste do bafômetro ou etilômetro.

As infrações anotadas, a partir de 2017, por quem se recusa a fazer o teste do etilômetro já somam 1,5 milhão, superando em 50% aquelas pela reprovação por meio deste aparelho. Isso ocorre porque o artigo 165-A do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) reconhece indiretamente que ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo, estabelecendo apenas uma pesada multa adicional em razão da recusa.
Trata-se de um ponto polêmico, pois em outros países as punições levam até à prisão em flagrante para quem passa dos limites de alcoolemia estabelecidos por lei.
Também se discutiu a pouca efetividade das fiscalizações no interior dos Estados, hoje concentradas nas capitais. Um levantamento da Secretaria Nacional de Trânsito reforça que as infrações por alcoolemia são em maior número às sextas-feiras (13,6%), sábados (27,7%) e domingos (30,6%). A maior parte (70%) ocorre entre 18h e 6h, com um pico entre 23h e meia-noite.

Espaçoso Citroën C3 Aircross oferece cinco ou sete lugares


Em um mercado com grande oferta de SUVs no segmento B, a Citroën precisava inovar. Na faixa de compactos, a opção de sete lugares é inédita e o único concorrente indireto, o monovolume Chevrolet Spin, tem distância entre eixos menor (2,62 m contra 2,67 m do modelo francês). O C3 Aircross exibe um visual moderno, com destaque para as lanternas traseiras, um perfil arrojado e rodas de 16 ou 17 polegadas.
O espaço interno o coloca no mesmo nível dos principais concorrentes graças ao generoso entre-eixos, embora a vantagem para o Renault Duster, por exemplo, seja de ínfimos 2 mm. Em relação ao C3, os 6,3 cm a mais na largura garantem conforto para cinco ocupantes, inclusive nas dimensões de acesso ao banco traseiro. A terceira fileira proporciona espaço razoável somente para crianças na faixa de até 12 anos.
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O porta-malas de 493 litros é o maior do segmento (o Duster leva 473 litros), mas sobram apenas 40 litros se houver sete ocupantes. Os dois bancos da terceira fila são fáceis de retirar e relativamente leves. Destaque para o sistema de climatização no teto para os cinco passageiros que sentam atrás. A versão de sete lugares atrasou e só estará disponível em meados do primeiro trimestre de 2024.

No interior, o acabamento é um pouco melhor que o do C3. O volante continua sem regulagem em distância e os interruptores dos vidros permanecem estranhamente no console. Bem adequados ao projeto são o motor 1.0 litro turbo, de 125 cv (gasolina) ou 130 cv (etanol), torque de 20,4 kgf·m e o câmbio automático CVT de sete marchas.
Durante a avaliação na Praia do Forte, a 60 quilômetros de Salvador (BA), o C3 Aircross mostrou bom comportamento direcional, além de estabilidade e freios dentro da média do segmento, que tem nada menos que 15 competidores, incluindo pseudo-SUVs.
Preços: de R$ 109.990 a 129.990. As versões de sete lugares deverão acrescentar de R$ 8.000 a R$ 10.000.

Renault amplia investimentos e anuncia novo SUV


Além do Kardian, um SUV compacto cuja pré-série já se iniciou na fábrica paranaense de São José dos Pinhais para lançamento em março de 2024, a Renault confirmou investimento de mais R$ 2 bilhões em oito novos produtos no Brasil até 2027. O primeiro, um SUV inédito, enquadra-se no segmento C. Será maior que o Kardian, sem versão de sete lugares e no estilo tradicional (nada de SUV cupê), porém certamente terá uma versão híbrida flex.
A Renault juntou-se a GM, GWM, Toyota e VW para protestar contra a segunda renovação do regime de incentivos fiscais até 2032 para fabricantes instalados no Nordeste e Centro Oeste, o que desequilibraria as condições competitivas no mercado brasileiro.
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Outro posicionamento da marca francesa é a continuidade no desenvolvimento de motores a combustão interna (MCI) e versões híbridas. Para isso, a matriz criou duas divisões independentes: Horse (MCI) e Ampère (elétricos). A empresa prevê que em 2040 metade das vendas de carros no mundo ainda será de MCI, híbridos plenos e híbridos plugáveis.

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